Cuiabá, Quinta-Feira, 26 de Março de 2026
LUCAS OLIVEIRA DE SOUSA
22.02.2025 | 05h30 Tamanho do texto A- A+

MT e Desafio dos Fertilizantes

O estado consome cerca de 25% dos fertilizantes utilizados no país

Mato Grosso, maior produtor agropecuário do Brasil, enfrenta um desafio estratégico: a dependência de fertilizantes importados.
 
O estado consome cerca de 25% dos fertilizantes utilizados no país, enquanto, em nível nacional, mais de 85% desse insumo vem do exterior, tornando o setor vulnerável a oscilações cambiais, crises geopolíticas e gargalos logísticos.
 
Diante desse cenário, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) sediou, no dia 17 de fevereiro, o Workshop – Perspectivas para Produção e Uso Sustentável de Fertilizantes no Estado de Mato Grosso. O evento reuniu representantes da UFMT, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), International Fertilizer Development Center (IFDC – EUA), Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC-MT), Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECITECI-MT), FAMATO, Instituto SENAI de Tecnologia, dentre outros.
 
O encontro promoveu um debate sobre estratégias para reduzir a dependência externa e desenvolver soluções sustentáveis para o uso de fertilizantes, destacando a importância das parcerias interinstitucionais público-privadas, em alinhamento com o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF).
 
O PNF propõe reduzir a importação de fertilizantes para menos de 50% até 2050, promovendo a produção nacional e o uso eficiente dos insumos. Em Mato Grosso, a implementação desse plano é essencial para garantir maior independência produtiva e segurança para o agronegócio. 
 
A dependência externa de fertilizantes é um fator crítico para o agronegócio mato-grossense. Por isso, precisamos trilhar caminhos viáveis para reduzir essa vulnerabilidade. O Brasil e Mato Grosso possuem recursos naturais abundantes, setor produtivo forte e engajado, pesquisa científica avançada em agricultura tropical e abertura interinstitucional público-privada para o desenvolvimento de fertilizantes mais adaptados às condições agrícolas e climáticas locais. 
 
Para que essa transformação aconteça, é necessário um compromisso efetivo entre os diferentes agentes envolvidos com o setor de fertilizantes.
 
Portanto, o fortalecimento da cooperação entre academia, setor produtivo, dentro e fora da porteira, e governos é um passo fundamental para que Mato Grosso continue liderando a produção agropecuária brasileira com ainda mais eficiência, competitividade, lucratividade e sustentabilidade no cenário global.
 
Lucas Oliveira de Sousa é PhD em Ciências Agrícolas (Universität Hohenheim), professor e pesquisador da Faculdade de Agronomia e Zootecnia da UFMT.

*Os artigos são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews. 

 

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