Marlene Pereira, mãe da adolescente morta pelo irmão, Marcos Pereira Soares, pediu justiça pela filha e disse estar com o coração “destruído”.

Marcos foi preso na última quarta-feira (11), em Cuiabá, acusado de estuprar e matar a menor. O corpo dela foi encontrado em um córrego nos fundos de sua casa, no bairro Três Barras.
“O coração de mãe está destruído, porque ainda não estou preparada. Perdi meu marido há um mês. Espero justiça, porque perdi minha filha e quero justiça”, desabafou a mulher.
Segundo Marlene, a adolescente estava em casa com o sogro quando Marcos a abordou e a retirou da residência.
Ainda de acordo com a mãe, ao perguntar sobre o paradeiro da filha, Marcos alegou não saber onde ela estava, o que deixou a família surpresa, já que ele estava com o celular da adolescente.
“O sogro dela ligou e falou que o Marcos foi lá [na casa deles], ameaçou todo mundo e pegou a E., tirando ela à força. Eu encontrei ele [Marcos] no terminal e levei para casa”, contou a mulher.
“Eu perguntei para ele, falei: ‘Marcos, você sabe da E.?’, e ele respondeu: ‘Eu não sei, mãe’”, acrescentou em entrevista à imprensa.
Na delegacia Marcos negou ter cometido o crime, mas não conseguiu apresentar um álibi consistente, além de ter dado versões desencontradas para a Polícia.
Reprodução
Marcos Pereira Soares, que é acusado de matar a irmã de 17 anos
A mãe disse que os irmãos mantinham uma boa relação e conversavam com frequência, o que torna tudo ainda mais incompreensível para ela.
“Tinham [um bom relacionamento], conversavam... Isso que não entendo”, disse.
Segundo a Polícia Militar, Marcos possui passagens por tráfico de drogas, roubo, corrupção de menores, homicídio doloso e estupro de vulnerável.
Ele foi condenado, em 2023, pelo homicídio de Severino Messias Santos, de 56 anos. O crime aconteceu em maio de 2020, no bairro Três Barras.
A vítima foi atacada dentro da própria casa e ferida com diversas perfurações. O corpo de Severino foi enterrado, sem roupas, em uma cova rasa nos fundos da residência.
Marcos foi solto da penitenciária por um erro no sistema da Justiça, após ter a prisão preventiva por violência doméstica revogada.
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