O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), exonerou o delegado Bruno França Ferreira do cargo de delegado titular da Delegacia de Polícia de Sorriso. Com a alteração, a delegada Layssa Crisóstomo passa a responder pela titularidade da delegacia.

A decisão foi publicada nesta quinta-feira (12) no Diário Oficial do Estado.
Apesar da exoneração da função de chefia, Bruno França segue atuando na delegacia do município. Segundo a instituição, a mudança ocorreu apenas por “questões administrativas”.
Em conversa com o MidiaNews, Bruno França afirmou que a troca na chefia ocorreu há cerca de duas semanas e que a publicação apenas formalizou a mudança.
“O pessoal está postando como se eu tivesse sido removido ou mandado embora da Polícia. Na verdade houve a troca da chefia administrativa, e essa troca já ocorreu há uns 15 dias. Acho que foi só a publicação que foi agora”, disse.
Segundo ele, a mudança foi discutida com a chefia e ocorreu de forma tranquila.
Reprodução
A delegada Layssa Crisóstomo passa a responder pela delegacia
“Está tudo bem. Conversei com o meu chefe e acho que é melhor mesmo. Foi uma situação complicada, e vou me dedicar ao crime organizado. Está tudo bem”, afirmou o delegado.
Polêmicas
A troca ocorreu após a delegacia se envolver em dois casos que repercutiram na mídia recentemente. Entre eles, o vazamento de áudios e prints de um grupo de WhatsApp que expõem uma série de supostas condutas ilegais atribuídas a policiais civis da Delegacia de Sorriso.
O delegado se manifestou à época afirmando que o material era editado e “retirado de contexto jocoso”, com o intuito “difamatório e calunioso” de deslegitimar o trabalho realizado pela Polícia Civil de Mato Grosso no combate ao crime organizado.
Em conversa com o MidiaNews, ele afirmou que o caso já está esclarecido e que não passou de uma “campanha difamatória”.
“Quanto a isso é muito tranquilo. Isso desde outubro já está esclarecido. Na verdade é uma campanha difamatória, esse material é falso, nós já mostramos”, disse.
Outro caso que gerou repercussão na delegacia foi a prisão do investigador Manoel Batista da Silva, de 52 anos, acusado de estuprar uma detenta durante um plantão na delegacia.
“Foi muito grave, houve um desgaste e eu já estava querendo voltar a mexer no crime organizado, nós conversamos e achamos que era melhor. Mas isso não é de agora”, afirmou.
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