O delegado da Polícia Federal da Bahia, Adair Gregório, afirmou que os investigados na Operação Descobrimento passavam a imagem de serem pessoas bem-sucedidas e com atividades lícitas, quando na verdade tinham como principal atividade a exportação de cocaína para a Europa.
Coordenada por Gregório, a operação teve cinco mandados cumpridos em Mato Grosso, resultando na prisão do ex-secretário de Estado Nilton Borgato e em buscas e apreensões na residência dele e do lobista Rowles Magalhães, ex-assessor especial na gestão Silval Barbosa, que acabou preso em São Paulo.
“São pessoas grandes, pessoas que na sociedade passavam a imagem de ter uma atividade lícita, uma atividade bem-sucedida e, no entanto, a verdadeira atividade deles, ou uma das principais atividades deles, era remeter cocaína para Europa”, afirmou.

Também foi presa a ex-namorada de Rowles, a doleira Nelma Kodama, primeira delatora da Lava Jato que chegou a ser condenada naquela operação. Ela foi encontrada em um hotel de luxo em Portugal.
Segundo o delegado, todos os presos tinham envolvimento com a remessa de droga para o exterior.
"Todos que receberam mandados de prisão ou mandados de busca são donos da droga, ajudaram no carregamento, estavam responsáveis pelo transporte ou eram doleiros”, disse.
As investigações da PF tiveram início após a apreensão de 535 kg de cocaína em um jato executivo pertencente a uma empresa portuguesa ligada a Rowles Magalhães, em fevereiro do ano passado, em Salvador.
Conforme o delegado, tanto Rowles quanto Borgato seriam responsáveis pelo transporte da droga e a grande apreensão feita já seria a quarta ou quinta remessa internacional feita pelo grupo.
Rowles ainda foi apontado, nas investigações, como um dos chefes da organização criminsosa.
Operação em Cuiabá
Nilton Borgato, que se lançou pré-candidato a deputado federal para as eleições deste ano, foi preso em um prédio na região da Avenida do CPA, em Cuiabá. No apartamento dele, a polícia encontrou dezenas de pedras preciosas - que seriam diamantes - 4 mil dólares e quase R$ 30 mil.
A PF também cumpriu na Capital um mandado de busca e apreensão no apartamento de Rowles Magalhães, onde foram apreendidos cédulas em dólares e euro – que até o momento não foram contabilizadas –, relógios da marca Rolex e bolsas e acessórios das marcas Valentino, Prada, Louis Vuitton, Yves Saint Laurent e Chanel.
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