O tenente-coronel Adão César Rodrigues Silva, comandante do 6º Comando da Polícia Militar, criticou o fato dos criminosos que mataram um adolescente de 14 anos, no último sábado (17), em Cáceres, estarem soltos nas ruas mesmo com extensa ficha criminal. Para ele, é preciso rever "leis frouxas" no Congresso Nacional.

O menor foi morto a tiros e o crime atribuído a integrantes de facção criminosa, que invadiram a residência à procura do irmão mais velho. No mesmo dia, o autor dos disparos foi preso. Outro comparsa, suspeito de envolvimento no crime, foi morto em confronto com a Polícia Militar.
"Eram elementos que participaram de crimes e tinham vasta ficha criminal e que, infelizmente, fizeram mais uma vitima. Deveriam estar presos. Mas a Polícia deu uma resposta dura", disse o delegado.
“Os nossos policiais trabalham sete dias na semana, 24 horas por dia, 30 dias por mês, 365 dias por ano. A Polícia Militar não para. Agora, a Polícia não tem o controle sobre a pessoa que fica ou não presa. A reincidência, o criminoso que continua sendo solto e continua praticando crimes, isso tem que ser revisto”, afirmou ele à imprensa.
Segundo o comandante, a prova de que as forças de segurança trabalham incansavelmente é que, no ano passado, cerca de 176 pessoas, declaradamente membros de facção, foram identificadas e presas pela Polícia Militar em Cáceres.
“Desses, 73 foram presos antes de praticarem crime. Eles tinham 97 vítimas, ou seja, a Polícia Militar e a Polícia Judiciária Civil preveniram efetivamente 97 homicídios no ano passado. Mas alguns ainda foram cometidos. Por quê? Porque essas pessoas voltaram para a rua. A lei permitiu que essas pessoas voltassem”, disse.
“Se a lei for frouxa, se a lei não punir o crime e o criminoso, esse cara vai continuar cometendo o crime por mais vezes, infelizmente”, acrescentou.
O crime
Segundo o comandante, o alvo dos criminosos era o irmão mais velho da vítima, que não estava no local. A vítima não tinha, conforme as investigações, qualquer vínculo com organizações criminosas.
“Foi apenas um homicídio frio, covarde, realizado por um membro de uma facção”, disse.
Após o crime, os dois suspeitos fugiram. O autor dos disparos foi contido por vizinhos e familiares da vítima, que iniciaram uma espécie de linchamento. A Polícia Militar foi acionada, interveio na situação, realizou a prisão do suspeito e apreendeu a arma utilizada no homicídio.
No domingo (18), outro suspeito foi localizado e entrou em confronto com policiais durante abordagem. Ele foi baleado, socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com a PM, os dois envolvidos possuíam passagens criminais. O suspeito preso já havia sido detido anteriormente por porte ilegal de arma de fogo e tentativa de homicídio, permanecendo cerca de 45 dias recolhido antes de ser colocado em liberdade.
Veja:
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