Cuiabá, Quarta-Feira, 21 de Janeiro de 2026
IDOSA ATROPELADA
21.01.2026 | 16h20 Tamanho do texto A- A+

Advogado preso já foi condenado por matar amante e delegado

Crimes aconteceram há mais de duas décadas; Paulo Roberto atropelou Ilmis Dalmis nesta terça

Thiago Bergamasco/MidiaNews

Paulo Roberto Gomes, acusado de atropelar e matar a idosa em VG

Paulo Roberto Gomes, acusado de atropelar e matar a idosa em VG

LIZ BRUNETTO
DA REDAÇÃO

O advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, acusado de atropelar e matar a idosa Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, de 71 anos, nesta terça-feira (20), na Avenida da FEB em Várzea Grande, já foi condenado por matar a amante decapitada em Juscimeira e um delegado no Rio de Janeiro a tiros. 

Eu cumpri a pena, paguei o que tinha que pagar. Saí pela porta da frente da prisão

 

Paulo dirigia a Fiat Toro que atropelou a idosa Ilmis Mendes e lançou seu corpo para a pista contrária, fazendo com que ela fosse atropelada novamente e tivesse seu corpo partido ao meio. Ele foi interceptado após fugir do local por um policial que estava à paisana e presenciou o acidente. 

 

O advogado prestou depoimento na tarde desta terça-feira (20) à Polícia Civil e afirmou que passou mal antes do acidente. Ele disse ainda que a vítima é quem teria atingido o seu veículo: "o corpo dela que acertou o meu carro do lado", disse. 

 

Vida pregressa 

 

O advogado foi condenado a 19 anos de prisão em 2007 por matar a amante, a estudante de fisioterapia Rosimeire Maria da Silva, de 25 anos. O crime aconteceu na noite do dia 13 de abril de 2004 no município de Juscimeira. 

 

Conforme informações da Polícia à época do crime, Paulo era empresário do ramo de autopeças em Lucas do Rio Verde e, mesmo casado, ‘namorava’ Rosimeire em Cuiabá.

Reprodução

Ilmes Dalmes Mendes da Conceição

Ilmes (detalhe) foi atropelada pouco antes de chegar ao canteiro central

 

Desconfiado de que estaria sendo traído pela amante, ele contratou um detetive particular. 

 

O casal viajou para Juscimeira e em um motel da cidade, o advogado executou a jovem asfixiada na banheira do quarto. Em seguida, cortou as pontas dos dedos e sua cabeça para dificultar a identificação.

 

O corpo da jovem foi jogado no Rio São Lourenço e encontrado em um barranco. Já a cabeça da vítima teria sido jogada no Rio das Mortes, mas nunca foi encontrada.

 

Em entrevista ao MidiaNews em 2012, Paulo disse que estava recuperado: “Somente se apegando a Deus é possível se recuperar. Eu cumpri a pena, paguei o que tinha que pagar. Saí pela porta da frente da prisão”, disse.

 

Ele revelou ainda ter se arrependido do crime. “Eu me arrependi, sim. Mas, hoje, a minha vida é outra, sou tesoureiro da igreja, faço parte de uma Ong, a Repare, sou membro do conselho de execução penal...”, disse.

 

À época do crime, Paulo usava o nome falso de Francisco Vaccani e já era procurado pela Polícia por ter matado com um tiro na nuca o delegado Eduardo da Rocha Coelho, em 1998, no Rio de Janeiro.

 

O crime ocorreu durante uma discussão na viatura da Polícia. Paulo, que era policial civil, estava no banco de trás do veículo. Ele foi preso em flagrante pelo colega de serviço e encaminhado à Polinter da cidade de Araruama, mas fugiu, vindo para Mato Grosso. Ele foi condenado, em 2006, a 13 anos de prisão.

 

Em entrevista ao site HiperNotícias, em maio de 2017, o advogado contou como o crime aconteceu e o que o trouxe a Mato Grosso. 

 

“Depois de ficar dois anos como policial militar e ir para a Polícia Civil ser investigador eu descobri no Rio de Janeiro uma gangue e a gangue era do delegado, por isso, eu acabei o matando, porque naquela época eu achava que na Justiça se você eliminasse essas pessoas acabaria o crime. Mas, não é assim”, disse. 

 

Segundo o advogado, ele atirou na nuca do chefe durante uma discussão e, depois, ficou no “mundão” com o auxílio de documentos falsos. “Trabalhei como garimpeiro, garçom, gerente, porteiro, cozinheiro, churrasqueiro em Rondônia, até completar cinco anos depois do crime”.

 

Segundo Paulo, ele pensou em voltar ao Rio de Janeiro, mas a família o desencorajou. 

 

“Decidi vender o que tinha em Rondônia e me mudar para Mato Grosso. Comprei algumas pastas que pintavam pneu e comecei a vender junto com sorvete. Já em um dia comum, por coincidência, encontrei um amigo advogado. Ele ficou surpreso por eu estar vivo e me chamou para trabalhar com ele em Lucas do Rio Verde. Coloquei um terno e fui”, disse.

 

Leia mais: 

 

Advogado condenado por assassinato pode ser excluído da OAB

 

Advogado diz que passou mal antes de acidente: “Só vi um vulto”

 

Polícia prende motorista que atropelou idosa na FEB e tentou fugir

 

Vídeo mostra idosa sendo atropelada e tendo corpo partido em VG

 

Motorista fugiu e foi interceptado por policial à paisana; veja vídeo

 

Acidente mata mulher na Avenida da FEB; corpo partiu ao meio

Entre no grupo do MidiaNews no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).




Clique aqui e faça seu comentário


COMENTÁRIOS
1 Comentário(s).

COMENTE
Nome:
E-Mail:
Dados opcionais:
Comentário:
Marque "Não sou um robô:"
ATENÇÃO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews. Comentários ofensivos, que violem a lei ou o direito de terceiros, serão vetados pelo moderador.

FECHAR

Clarice  21.01.26 16h41
Então são 3 mortes que esse senhor já causou?
8
0