A Polícia Civil indiciou João Fernando Couto da Silva, de 24 anos, pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e fraude processual contra o técnico de segurança do trabalho Eduardo Pereira Bispo, de 29 anos. O crime ocorreu em fevereiro, no município de Alto Garças (362 km de Cuiabá).
João Fernando foi preso no dia 2 de fevereiro, um dia após o corpo da vítima ser encontrado nu, próximo ao cemitério municipal. Ele tentava fugir para Goiás.
De acordo com as investigações, o suspeito matou Eduardo a facadas. Após o crime, ele roubou o veículo, documentos e até as roupas da vítima, deixando o corpo nu no local. Na fuga, o indiciado tentou se passar por Eduardo.
Testemunhas relataram que ambos costumavam sair juntos, embora não mantivessem um relacionamento assumido.
Ao MidiaNews, a delegada responsável pelo caso, Michele Siqueira, afirmou que a hipótese de latrocínio surgiu ainda no início das investigações.
“Como ele [João Fernando] não falou nada [no depoimento], e só estavam ele e a vítima no local, e ele levou o carro e os pertences, inclusive sendo preso com a bermuda da vítima, com os documentos se passando por ela e com o carro, concluímos tratar-se de latrocínio”, afirmou a delegada na ocasião.
O inquérito, fundamentado em provas técnicas e testemunhais, foi relatado e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.
O crime
Eduardo foi encontrado morto próximo ao cemitério municipal, com golpes de faca pelo corpo, além de estar sem vestimentas. Ele foi reconhecido pela mãe.
Durante a investigação, a Polícia Civil obteve imagens de uma câmera de segurança de um posto de combustível, que mostram a vítima comprando bebidas e gelo na loja de conveniência, produtos compatíveis com as embalagens encontradas na cena do crime.
Em seguida, Eduardo e o suspeito deixaram o local no veículo da vítima, um Gol, em direção à região onde o corpo foi localizado. Com base nas imagens e em depoimentos de testemunhas, as suspeitas recaíram sobre João Fernando.
Uma equipe da polícia então foi até a residência do suspeito e encontrou, em seu quarto, uma calça jeans, um lençol e uma faca com vestígios de sangue, além de outros objetos semelhantes aos localizados na cena do crime, como um maço de cigarros e bitucas da mesma marca.
Eduardo era figura ativa nas áreas política e social da cidade, participando também de grupos religiosos da Igreja Católica.
A morte chocou a população da pequena cidade, que o conhecia como uma pessoa tranquila e dedicada à vida religiosa.
O prefeito de Alto Garças, Cezalpino Mendes Teixeira Júnior, chegou a lamentar publicamente a morte do jovem nas redes sociais.
"Descanse em paz, meu amigo Eduardo Bispo. Que Jesus em sua infinita bondade console o coração de todos os familiares e amigos", disse.
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