Cuiabá, Quarta-Feira, 4 de Março de 2026
“DOSSIÊ SEXUAL”; VEJA
04.03.2026 | 14h05 Tamanho do texto A- A+

Vídeo mostra prisão de estudante acusada de extorquir casais

Polícia diz que ela montava dossiês com fotos íntimas e exigia pagamento para não divulgar conteúdo

Plantão TGA

Chegada de estudante à delegacia em Tangará da Serra

Chegada de estudante à delegacia em Tangará da Serra

LIZ BRUNETTO
DA REDAÇÃO

A estudante de Direito presa nesta quarta-feira (4), em Tangará da Serra, acusada de participar de um esquema de “sextorsão”, foi identificada como Bruna de Freitas.

Em algumas situações, diante da recusa do pagamento, o conteúdo foi divulgado

 

Um vídeo compartilhado pelo perfil local Plantão TGA mostra ela chegando à delegacia em uma viatura e descendo do camburão.

 

Segundo o delegado Antenor Pimentel, da Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), as investigações apontaram pelo menos 15 vítimas do esquema em diversos estados do Brasil.

 

Entre as vítimas estão homens e mulheres, em especial casais liberais, que eram abordados por meio de mensagens, extorquidos e submetidos a intensa pressão psicológica para não terem informações íntimas divulgadas.

 

Além da prisão da mulher, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão e de quebra de sigilo contra um morador de Alta Floresta, que se apresentava como “hacker” e “designer gráfico”.

 

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá.

 

Modus operandi

 

Para praticar o crime, a investigada coletava imagens e referências em sites de relacionamento e, a partir disso, montava um dossiê em PDF, minuciosamente editado, reunindo fotos íntimas ao lado de dados pessoais, como perfis em redes sociais e locais de trabalho. Em seguida, exigia pagamento como condição para não divulgar o material.

 

Durante as diligências, foi constatado que a investigada mantinha, em armazenamento, registros e materiais vinculados às extorsões, incluindo prints de conversas relativas a diversas abordagens e mensagens de envio de conteúdo sensível das vítimas a terceiros.

 

Os fatos caracterizam a prática dos crimes de extorsão e de divulgação de cena de conteúdo íntimo sem consentimento.

 

Segundo o delegado, a gravidade do caso não se limitou às ameaças de exposição.

 

“Em algumas situações, diante da recusa do pagamento, o conteúdo foi efetivamente divulgado, ampliando o dano psicológico e gerando repercussões familiares, sociais e profissionais”, disse o delegado.

 

Diante do conjunto probatório, o delegado representou pelas ordens judiciais, que foram deferidas pela Justiça com a finalidade de interromper a continuidade delitiva e resguardar a ordem pública.

 

Quanto ao “hacker”, as investigações apontaram que ele possui perfil compatível com a obtenção de informações pessoais e com a produção e diagramação do material utilizado para constranger e extorquir as vítimas. 

 

Veja:

 

 

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