Cuiabá, Segunda-Feira, 2 de Fevereiro de 2026
CRIME EM DELEGACIA
02.02.2026 | 09h00 Tamanho do texto A- A+

Saiba quem é o investigador preso por estuprar detenta em MT

O confronto de DNA confirmou envolvimento do servidor; denúncia foi feita há aproximadamente 50 dias

Reprodução

A delegada Laíssa Crisóstomo falou sobre investigação contra o policial civil (detalhe)

A delegada Laíssa Crisóstomo falou sobre investigação contra o policial civil (detalhe)

LIZ BRUNETTO
DA REDAÇÃO

O investigador preso preventivamente na manhã deste domingo (1), acusado de estuprar uma mulher que estava presa na delegacia de Sorriso, foi identificado como Manoel Batista da Silva, de 52 anos.

Essa vítima foi abusada sexualmente e, infelizmente, por um policial civil

 

Em entrevista à imprensa local, a delegada Laíssa Crisóstomo de Paula Leal informou que o confronto de DNA do material genético encontrado na vítima resultou positivo com o do policial.

 

Segundo ela, a investigação teve início há aproximadamente 50 dias, quando a Polícia recebeu a denúncia sobre o crime.

 

“É importante ressaltar que a gente, por diversas vezes, recebe denúncias nesse sentido e que todas essas denúncias são devidamente apuradas. Na maioria das vezes, a gente constata uma falsidade da informação. Porém, essa denúncia, como todas as outras, foi devidamente analisada. Iniciamos as investigações e, nesta semana, eu cheguei à conclusão de que, de fato, o crime ocorreu no interior da nossa unidade. Essa vítima foi abusada sexualmente e, infelizmente, por um policial civil”, esclareceu.

 

Na manhã deste domingo, a Polícia realizou o cumprimento do mandado na casa do servidor, localizada no bairro Jardim Aurora.

 

Além da prisão preventiva, a Polícia cumpriu um mandado de busca e apreensão e também foram recolhidos os pertences funcionais, como arma de fogo, munições e algemas.

 

“Teve a oitiva da vítima, em que ela deu detalhes dos fatos, e posteriormente eu fiz a oitiva de outras detentas que estavam na cela. Também fizemos exame pericial na vítima, em que foi coletado o material genético, e nesse exame a gente acabou fazendo um confronto com o material genético de todos os policiais que estavam no local nesse dia. Infelizmente, o dele resultou positivo”, explicou.

 

A delegada reforçou que a instituição não pactua com servidores que cometem crimes e não tolera desvios de conduta de seus profissionais.

 

“Nós investigamos, apuramos e concluímos, e não é por se tratar de um policial que nós vamos fingir que nada aconteceu. Infelizmente aconteceu, e estamos dando a nossa resposta, deixando claro que nós não somos coniventes com esse tipo de ação”.

 

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