O juiz auxiliar da presidência do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), Luís Aparecido Bortolussi Júnior, afirmou que a principal preocupação da Corte nas eleições deste ano é garantir a lisura e a segurança do processo eleitoral.

Em entrevista à imprensa na semana passada, ele disse que há “preocupação” do órgão com riscos como a atuação do crime organizado e a disseminação de desinformação no ambiente digital, especialmente os deepfakes, que possibilitam a criação de vídeos, áudios e imagens falsos com alto nível de realismo.
“A maior preocupação nossa é a lisura e a segurança. As demandas que chegarem nesse campo serão enfrentadas com rapidez e seriedade. Se for fake news, ciberinformação... Enfim, o foco nosso é a lisura, é a transparência e segurança do processo”, disse.
Em relação às facções criminosas nas eleições, o juiz afirmou que o desafio se concentra em identificar e impedir qualquer forma de influência ilícita no processo eleitoral, seja por meio do apoio a candidaturas, financiamento irregular ou intimidação de eleitores.
Segundo o magistrado, o TRE-MT passou a integrar um Gabinete de Gestão Integrada, voltado especificamente à proteção do pleito.
“O TRE já fez um termo de cooperação com a Segurança Pública, com a Polícia Civil e com a área de Inteligência, para que possamos nos antecipar às informações alusivas ao crime organizado, à atuação no pleito, à questão de fake news e da ciberinformação”, explicou.
Bortolussi Júnior destacou que o Tribunal estará conectado de forma permanente a uma equipe de inteligência, que trabalhará de maneira contínua durante o período eleitoral.
“Vamos estar ligados diretamente a uma equipe que estará trabalhando conosco diuturnamente, para que, quando as demandas surgirem, já estejamos preparados para a efetiva ação de combate a essas situações”, afirmou.
Questionado sobre o uso de novas tecnologias, inclusive ferramentas baseadas em inteligência artificial, o juiz afirmou que o TRE-MT acompanha a evolução desses recursos.
“Isso faz parte do termo de cooperação. Já tivemos reuniões com delegados que estarão à frente dessas equipes, eles apresentaram as ferramentas que possuem e também será feita uma análise para verificar eventual necessidade de aquisição ou contratação de novas tecnologias”.
“Hoje temos pouquíssimos casos ainda não julgados. As demandas que chegarem serão enfrentadas com rapidez e seriedade", concluiu.
Veja vídeo:
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