A empresária Camilla Farias afirmou estar “aliviada” com o indiciamento da mulher suspeita de furtar bolsas e outros objetos de sua casa, em Barra do Garças. A acusada era amiga da vítima e se aproveitou de um período de fragilidade emocional para cometer os crimes.

Em publicação nas redes sociais, nesta segunda-feira (16), Camilla disse que esperava acolhimento, mas acabou enfrentando uma decepção.
O caso foi investigado pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Barra do Garças, que concluiu o inquérito com o indiciamento da suspeita nesta semana.
Camilla relatou que enfrentava um período extremamente delicado quando os furtos ocorreram. Sua filha, uma bebê cardiopata, passou por cirurgia e ficou internada por meses na UTI. Pouco tempo depois, ela perdeu a avó, que a criou.
“No ano passado, minha filha passou por uma cirurgia cardíaca e ficou meses na UTI. Foi um período muito difícil, de medo constante”, contou.
“Logo depois, quando ela ficou bem, eu perdi minha avó. Ela era como uma mãe para mim”, completou.
Segundo a empresária, foi nesse contexto que a suspeita se aproximou, supostamente para oferecer apoio, enquanto furtava objetos e dinheiro da residência.
Desconfiada, Camilla instalou câmeras de segurança no quartom, sugestão que, segundo ela, partiu da própria suspeita. As imagens mostraram a mulher entrando no cômodo com uma sacola vazia e saindo com volume, apesar de tentar evitar os ângulos das câmeras.
A vítima registrou boletim de ocorrência, e a Derf iniciou as investigações, reunindo provas da autoria.
“Eu acho que quem já passou por uma situação como essa entende o sentimento de impotência, de tristeza, que algo como um furto gera na vítima. E eu garanto a vocês que, ainda pior, muito pior quando se trata de alguém próximo, porque também gera a decepção, que é algo muito complicado, muito triste”, afirmou a empresária.
Antes da recuperação de uma das bolsas, o prejuízo estimado era de R$ 50 mil. Com a apreensão de um dos itens, avaliado em R$ 25 mil, o valor caiu pela metade. O produto ainda não havia sido vendido em uma plataforma online com sede em São Paulo.
Apesar disso, Camilla afirmou que a maior perda é emocional, já que as bolsas foram presentes da avó.
“O que mais dói não é o valor, é o sentimento. Foram bolsas que minha avó me deu. Posso comprar outras, mas nunca serão as mesmas”, lamentou.
Investigação
De acordo com o delegado adjunto da Derf, José Mauro, as provas foram reunidas a partir de mandado de busca e apreensão e da análise de dispositivos eletrônicos da suspeita.
“Ela negou tudo, disse que poderia processar a vítima por desrespeito à amizade. Depois da busca, acabou entregando uma bolsa e alegou que havia pego apenas aquela. No entanto, com a análise de dispositivos eletrônicos, identificamos anúncios de outras bolsas em um site de vendas”, afirmou ao MidiaNews.
Ainda segundo a investigação, os produtos eram comercializados por meio de uma loja virtual sediada em São Paulo.
Na plataforma, a suspeita anunciou pelo menos três bolsas da vítima, incluindo a que foi posteriormente devolvida.
Mesmo diante das evidências, a mulher manteve a negativa até o fim, afirmando que havia apenas “emprestado” uma das bolsas.
O inquérito foi concluído com o indiciamento. O caso será encaminhado ao Ministério Público, que deverá adotar as medidas cabíveis.
Veja o vídeo:
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