O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), criticou o pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) protocolado pelo vereador Daniel Monteiro (Republicanos) para investigar sua gestão e o secretário de Trabalho, Willian Campos.

Monteiro apresentou o requerimento na Câmara com base em declarações feitas pelo próprio prefeito, em vídeo publicado nas redes sociais no início de janeiro. Na gravação, Abilio menciona que teria recebido denúncias envolvendo o secretário e que, cientes da inocência de Campos, eles mesmos encaminhariam um pedido de apuração aos órgãos competentes.
No pedido, Daniel cita a ausência de esclarecimentos públicos sobre o teor das denúncias e pedia esclarecimentos. Até o momento, o requerimento não reuniu as 9 assinaturas necessárias para ser instalada.
Para o gestor, a peça carece de fundamentação jurídica e serve apenas para "ganhar mídia". Segundo ele, o pedido não possui "fato determinado" e se baseia apenas em rumores.
“O que o vereador fez? Ele pegou um vídeo, transformou o boato em fato, que não é. Ele não colocou o fato determinado. Se ele tivesse usado inteligência artificial, o pedido tinha sido melhor elaborado”, criticou na manhã desta sexta-feira (6).
“Isso não pode ser feito com amadorismo. Por mais que o vereador seja advogado, parece que não usou o conhecimento sobre o direito para elaborar aquele pedido. E ali, ele quis fazer um show de mídia, para poder ter destaque na imprensa”, acrescentou.
Abilio citou a decisão desta quinta-feira (5) do Ministério Público Estadual (MPE) de arquivar o pedido feito por ele para investigar o secretário.
"Incoerência" e blindagem a Chico 2000
Abilio, ainda, acusou Daniel Monteiro e a vereadora Maysa Leão (Republianos) de adotarem uma postura incoerente ao tentarem investigar um boato contra sua gestão enquanto, segundo ele, "passam pano" para o presidente da Câmara, Chico 2000.

O prefeito lembrou que Chico é alvo de operações policiais e que há provas robustas que justificariam uma investigação rigorosa no Legislativo. Entretanto, ambos defenderam cautela na abertura de uma Comissão Processante contra o parlamentar.
"O Chico 2000 tem três operações da polícia, tem print de conversa WhatsApp, tem Pix, tem pedido de prisão da Polícia Civil... e o cara passou pano. Estão defendendo o Chico porque pensam que ele é um aliado político para uma próxima composição de Mesa", acusou.
Vídeo:
Entre no grupo do MidiaNews no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).
|
0 Comentário(s).
|