O analista político e historiador Alfredo da Mota Menezes afirmou que corrupção, segurança pública e honestidade na política devem ser os principais temas cobrados pelos eleitores de Mato Grosso dos candidatos nas eleições de outubro.

Segundo ele, o avanço do crime organizado, que comparou à atuação da máfia nos Estados Unidos, tende a colocar a segurança pública no centro do debate eleitoral, por ser um problema que impacta diretamente o cotidiano da população.
Para o analista, o combate a essas organizações exige estratégias semelhantes às adotadas pelo Federal Bureau of Investigation (FBI) nos Estados Unidos.
“Hoje o crime está organizado. Estamos lidando com grupos inteligentes — não estou defendendo, mas eles se organizam para cometer crimes. Foi o que aconteceu nos Estados Unidos com a máfia, que também era formada por grupos organizados e inteligentes”, disse em entrevista ao MidiaNews.
“A segurança no Brasil e em Mato Grosso precisa trabalhar como o FBI trabalhou lá, para conseguir penetrar nesses grupos. A segurança virou, de fato, um tema eleitoral”, acrescentou.
O analista também acredita que a cobrança por honestidade na política deve ganhar força entre os eleitores, especialmente após sucessivos escândalos de corrupção em níveis nacional e estadual, como a Operação Lava Jato e a Operação Ararath, além de investigações recentes envolvendo a saúde pública em Cuiabá.
“Parece que o eleitor de Mato Grosso tem a impressão de que o político chega ao cargo para fazer estripulias”, afirmou.
Para ele, o perfil de candidato mais valorizado neste momento é o que consiga transmitir compromisso com uma gestão ética.
“O principal perfil é o de alguém que promete um governo honesto. Claro que depois vêm educação e saúde, mas em primeiro lugar aparece a honestidade”, disse.
Acordo com a Bolívia

Ainda no campo da segurança pública, Alfredo da Mota Menezes defende a criação de um acordo de cooperação entre Brasil e Bolívia para reforçar o combate ao tráfico de drogas e ao contrabando na região de fronteira.
A proposta incluiria ações conjuntas de policiamento e de inteligência entre os dois países.
“Uma bandeira seria propor em Brasília um acordo Brasil–Bolívia para que as forças de segurança de um país possam atuar em cooperação com as do outro”, afirmou.
Ele também sugere maior integração entre a Polícia Federal do Brasil e os serviços de inteligência bolivianos no combate ao tráfico de drogas.
Além disso, Menezes defende ações coordenadas entre o Governo Federal e os governos de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul para enfrentar o tráfico de drogas, armas e veículos na região de fronteira.
Veja vídeo:
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