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14.03.2026 | 15h14 Tamanho do texto A- A+

Governo subestimou candidatura de Flávio Bolsonaro, diz professora

A estratégia do governo Lula em relação ao cenário eleitoral de 2026 foi alvo de críticas da antropóloga Isabela Kalil

Edilson Rodrigues/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro, que segundo a antropóloga Isabela Kalil, teve candidatura subestimada

O senador Flávio Bolsonaro, que segundo a antropóloga Isabela Kalil, teve candidatura subestimada

UOL

A estratégia do governo Lula em relação ao cenário eleitoral de 2026 foi alvo de críticas da professora e antropóloga Isabela Kalil. Ela avaliou que o governo federal errou ao subestimar a força do bolsonarismo, especialmente em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.

 

Kalil destacou que, ao contrário das expectativas iniciais, Flávio Bolsonaro se consolidou como nome forte da oposição, segundo pesquisas recentes, o que exige um reposicionamento do governo Lula diante do novo cenário.

 

"Eu tinha uma visão diferente da do ministro Haddad porque eu nunca achei que tivesse esse céu azul. Eu acho que tem uma questão que é basicamente subestimar um pouco a força do bolsonarismo. E o que se refere a esse céu azul. Imagino que a ideia era de que eles fossem o governo fosse enfrentar Tarcísio nas urnas", disse Kalil.

 

"Isso era o que digamos a gente ficou tratando como hipótese nos últimos meses praticamente no último ano todo. Acho que essa é a principal mudança no sentido de que a gente lembra de subestimar um pouco a candidatura do Flávio Bolsonaro como se a candidatura dele fosse uma espécie de tampão, digamos assim".

 

"Inclusive para pressionar aquela ideia da anistia, etc, que depois ele fosse sair de cena ou que se fosse levar a candidatura adiante fosse uma candidatura com um voo de galinha. Ela dá um salto e depois ela não se sustenta".

 

"Não é o que as pesquisas mais recentes principalmente a pesquisa da Quest mostra. A gente vê o Flávio Bolsonaro consolidado no campo da oposição não vou nem dizer da direita da oposição como um todo. Então acho que essa é a primeira coisa", completou.

 

Para Kalil, o governo Lula esperava enfrentar Tarcísio de Freitas, governador paulista, como principal adversário, mas o crescimento de Flávio Bolsonaro mudou o panorama e revelou que o bolsonarismo mantém vigor mesmo após o mandato de Jair Bolsonaro.

 

A professora avaliou que a candidatura de Flávio Bolsonaro não deve ser tratada como "voo de galinha", ou seja, um fenômeno passageiro, e que o cenário atual exige novas estratégias por parte do governo federal.

 

Segundo ela, há uma tentativa indireta de neutralizar Tarcísio em São Paulo para abrir espaço à candidatura de Lula, mas o fortalecimento da oposição indica desafios maiores do que o previsto.

 

"É como se, indiretamente, ele tivesse, quase que, digamos assim, de uma maneira informal, dentro da chapa presidencial, considerando esse cenário que eu falei sobre o lugar do estado de São Paulo. Então, no final das contas, é sobre isso, né? É sobre, de uma certa forma, tentar neutralizar a Tarcísio em São Paulo para conseguir deixar mais espaço para a candidatura do Lula", disse.

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