Cuiabá, Terça-Feira, 3 de Março de 2026
ASSINATURAS ANTIGAS
03.03.2026 | 10h26 Tamanho do texto A- A+

Após manobra na instalação, CPI da Saúde terá maioria governista

Comissão foi criada sem autorização de três deputados que assinaram requerimento em 2023

Montagem/MidiaNews

Os membros da CPI: deputados Wilson Santos, Dilmar Dal Bosco, Beto Dois a Um, Chico Guarnieri e Janaina Riva

Os membros da CPI: deputados Wilson Santos, Dilmar Dal Bosco, Beto Dois a Um, Chico Guarnieri e Janaina Riva

JONAS DA SILVA
DA REDAÇÃO

Após manobra em sua instalação, a CPI da Saúde da Assembleia Legislativa definiu seus cinco membros titulares, nesta terça-feira (3). A maioria dos membros é de parlamentares da base governista.

 

A publicação dos nomes ocorre após dois meses de questionamentos sobre a forma como a criação da CPI foi feita em plenário e a utilização de assinaturas.

 

A CPI é composta pelos deputados Wilson Santos (PSD), presidente; o líder do Governo, Dilmar Dal Bosco (União); o vice-líder, Beto Dois a Um (PSB); Chico Guarnieri (PSD) e a deputada Janaina Riva (MDB). Os suplentes são os deputados Carlos Avallone (PSDB), Paulo Araújo (PP), Lúdio Cabral (PT), Dr. Eugênio de Paiva (PSB), Thiago Silva (MDB).

 

Os deputados Dr. João José e Juca do Guaraná, ambos do MDB, e Chico Guarnieri acusaram o deputado Wilson Santos de uma manobra na coleta das assinaturas.

 

Autor do requerimento, ele usou assinaturas antigas dos deputados, de 2023, e não consultou novamente os parlamentares na apresentação da comissão no dia 2 de fevereiro. 

 

Questionamento

 

Após a criação da comissão no começo de fevereiro, o líder do Governo encaminhou ao presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), um ofício solicitando a retirada dos nomes dos deputados Dr. João (MDB), Juca do Guaraná (MDB) e Chico Guarnieri (PRD) da CPI da Saúde, com o uso das assinaturas antigas de 2023, com a manobra feita pelo deputado Wilson Santos (PSD).

 

“Há que se considerar, ainda, a evidente inaptidão material do documento instrumentalizador, que apresenta rasuras e aspecto de rascunho”, questionou o deputado Dilmar, na ocasião.

 

“O que se apresentou à Mesa Diretora não é um requerimento sério, à altura de uma Assembleia Legislativa, mas um autêntico rascunho de gaveta, visivelmente envelhecido e maltratado pelo tempo. É um papel improvisado, repleto de rasuras, anotações à margem e carimbos riscados à caneta, como se a instauração de uma CPI pudesse ser baseada em um pedaço de papel reciclado de anos atrás”, justificou o líder do Governo.

 

Mesmo com o questionamento, a Procuradoria-Geral da AL referendou a manobra do deputado Wilson Santos para validar a CPI com um parecer.

 

Assinaturas

 

Em entrevista ao MidiaNews, Wilson foi questionado se a manobra da coleta das assinaturas não foi antiética, já que vários parlamentares não foram ouvidos depois de quase três anos.

 

“Eles assinaram, eles são adultos. São conscientes. É só checar se as assinaturas são verdadeiras ou não. O regimento não estabelece isso [se assinaturas são antigas ou não]”, disse, admitindo o uso do requerimento antigo.

 

Leia mais:

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