O governador Mauro Mendes (União, afirmou nesta terça-feira (3) que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, instalada na Assembleia Legislativa, tem viés político e não deve trazer fatos novos.

“Quer investigar? Pode investigar. Mas não investigar aquilo que a polícia já investigou, que o Ministério Público já investigou e que já processou. Isso dá uma certa clareza de que se trata apenas de um movimento político de algumas pessoas dentro da Assembleia Legislativa”, disse o governador.
A declaração foi dada após a publicação dos nomes que vão compor a comissão, dois meses depois de questionamentos sobre a forma como a CPI foi criada em plenário e sobre a utilização de assinaturas.
A CPI, porém, vai ser composta por maioria da base governista. São eles: deputados Wilson Santos (PSD), que preside a comissão; o líder do Governo, Dilmar Dal Bosco (União); o vice-líder Beto Dois a Um (PSB); Chico Guarnieri (PSD); e Janaina Riva (MDB). Como suplentes, foram indicados Carlos Avallone (PSDB), Paulo Araújo (PP), Lúdio Cabral (PT), Dr. Eugênio de Paiva (PSB) e Thiago Silva (MDB).
Questionado sobre a possibilidade de ser chamado para depor à comissão, Mendes disse estar pronto. “Estou pronto para responder a qualquer coisa do Estado de Mato Grosso”, afirmou.
Aliados em comissão
Mendes afirmou que a presença do líder e do vice-líder do Governo na comissão não dá mais ou menos seriedade aos trabalhos que devem ser realizados.
“Eles são deputados como qualquer outro. Não teve seriedade na apresentação”, afirmou.
Manobra e “perda de tempo”
A CPI foi publicada após manobra utilizada pelo autor do requerimento, deputado Wilson Santos, que utilizou assinaturas antigas, de 2023. Uma contestação foi feita em ofício assinado por lideranças partidárias apontando para a falta de contemporaneidade das assinaturas.
Mendes lembrou dos fatos e alertou que as investigações sobre os supostos contratos superfaturados na Secretaria de Estado de Saúde (SES) durante a pandemia de Covid-19, já foram investigados na Operação Espelho, da Polícia Civil, em 2023.
“Primeiro, essas assinaturas, foram coletadas há mais de dois anos, quando houve uma denúncia feita pela própria Secretaria de Governo, que foi investigada pela Polícia Civil, que concluiu as investigações, que mandou ao Ministério Público, que denunciou as pessoas envolvidas... Dois anos depois, usando uma manobra, foram apresentadas essas mesmas assinaturas”, disse.
“Três deputados que tinham nome lá, entraram com um requerimento objetivo, dizendo: ‘isso aí não vale, isso era um desejo que eu tinha de mais de dois anos atrás’. Então, isso foi uma manobra política feita, e eu lamento que nesse momento, que nós temos tanta coisa séria para fazer, temos que perder tempo com isso”, completou.
Criação da CPI
A CPI foi publicada no dia 06 de fevereiro deste ano. Para a abertura da CPI, oito deputados assinaram o requerimento, havendo posteriormente três contestações.
São eles: Juca do Guaraná (MDB), Chico Guarnieri (PRD) e Dr. João José de Matos (MDB), sob o argumento de que os apoios datam de 2023 e não tiveram assinaturas atualizadas.
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