O ex-governador Blairo Maggi (PP) criticou a decisão do presidente Lula (PT) de demarcar duas novas terras indígenas em Mato Grosso, além de ampliar o território de uma terceira área já existente.

Blairo afirmou que sempre foi contra o tema e que, caso a demarcação seja necessária, os proprietários devem ser indenizados, e não apenas expropriados.
“A minha posição sobre o tema sempre foi muito clara: sou contra a demarcação de novas terras indígenas e, se por algum motivo elas tiverem que ser implementadas por um ajuste social, aqueles que são proprietários legítimos das áreas devem ser indenizados e não expropriados”, disse à imprensa nesta quinta-feira (26).
A medida do governo federal homologa a Terra Indígena Uirapuru, com cerca de 21,6 mil hectares, e a Terra Indígena Estação Parecis, com aproximadamente 2,1 mil hectares, ambas localizadas em regiões produtivas de Mato Grosso. A Terra Indígena Manoki, com cerca de 46 mil hectares, teve sua área ampliada para aproximadamente 250 mil hectares.
Blairo lembrou que, quando era senador, chegou a propor um projeto de lei para regulamentar a indenização aos proprietários, que foi aprovado no Senado, mas não teve êxito na Câmara Federal.
“Aquele produtor, aquele dono da propriedade que está sendo atingido, recebe um valor equivalente ao patrimônio e pode investir em outro lugar. Agora, ficar aumentando constantemente novas reservas ou ampliando as existentes gera tensão desnecessária. A política de 1988 já havia definido que isso não deveria ocorrer dessa forma”, disse.
A decisão de Lula gerou críticas do agronegócio e da classe política mato-grossense. O governador Mauro Mendes (União) afirmou que o presidente apenas quis “fazer média com estrangeiros” e recorreu à Justiça contra o decreto.
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