O deputado estadual Eduardo Botelho (União) afirmou que a desunião interna do partido foi o motivo da derrota do grupo em 2024 e que, se a sigla e seus aliados chegarem novamente divididos ao pleito deste ano, a chance de perder a disputa pelo Palácio Paiaguás é “muito grande”.

O principal temor de Botelho é o crescimento do PL, impulsionado pela pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Para o deputado, é um erro subestimar o poder de transferência de votos do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em Mato Grosso.
O PL tem como pré-candidato no estado o senador Wellington Fagundes. Já o União se divide entre apoiar a candidatura do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), opção defendida pelo presidente estadual da sigla, governador Mauro Mendes, ou lançar o senador Jayme Campos (União), uma vez que ele se colocou como pré-candidato.
"Não adianta dizer que o Flávio Bolsonaro vem aqui e não vai ser forte. Vai ser forte sim. Não adianta dizer que ele não vai arrastar todo mundo, vai arrastar sim. E nós temos que estar atentos para isso", disse em entrevista à rádio Cultura FM.
Botelho é um dos nomes que defende uma definição o quanto antes da posição que o União Brasil deve adotar nas eleições de outubro.
“Nós perdemos a eleição justamente por falta de união. E essa desunião fez com que a gente perdesse. Se nós não estivermos unidos nessa eleição, a chance de perder é muito grande e eu já falei isso para o senador Jayme Campos e para o Otaviano Pivetta”, disse, lembrando as eleições municipais de 2024, quando perdeu a eleição para a Prefeitura de Cuiabá.
Botelho destacou que o projeto do PL já tem um nome definido e que ele não passa pela atual base governista de Otaviano Pivetta. Segundo ele, a polarização será inevitável.
"O candidato dele [Flávio] não é o Otaviano, o candidato dele é o Wellington Fagundes. Se ficarmos divididos, nossa chance de perder a eleição é maior”, encerrou.
Cenário nacional
Questionado se apoiaria Flávio Bolsonaro para a presidência da República, o deputado diz que prefere que o partido siga com candidatura própria, no caso, do governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
"Eu apoio o Ronaldo Caiado, que é o candidato do União Brasil. Espero que o partido mantenha a candidatura".
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