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25.01.2026 | 10h48 Tamanho do texto A- A+

Natasha: “Sou candidata do Lula; corrupção não é só da esquerda”

Ela diz que tem alinhamento com políticas públicas do petista, mesmo com taxa alta de rejeição em MT

Yasmin Silva/MidiaNews

A médica Natasha Slhessarenko, que é pré-candidata ao Governo pelo PSD

A médica Natasha Slhessarenko, que é pré-candidata ao Governo pelo PSD

VITÓRIA GOMES
DA REDAÇÃO

Pré-candidata do PSD ao Governo de Mato Grosso, a médica Natasha Slhessarenko disse que será a “candidata do Lula” na eleição em Mato Grosso e que não vê contradição nessa escolha.

 

Em entrevista ao MidiaNews, ela argumentou que tem alinhamento total com as políticas públicas do Governo Federal, mesmo com a alta taxa de rejeição ao petista no Estado.

 

"Sem dúvida, sou a candidata do Lula aqui no Estado [...]. Não dá para gente comparar. Se você pegar as políticas públicas, o investimento do Governo Federal aqui no Estado e no governo anterior é gritante, é algo surpreendente", afirmou.

 

Na conversa, Natasha também falou como vê os casos de corrupção que estão ligados à lideranças de esquerda no País. Para ela, os escândalos são suprapartidários e representam um dos maiores entraves ao desenvolvimento do país. 

 

"Quem dera a corrupção só fosse da esquerda. A corrupção é suprapartidária. Infelizmente, a corrupção é suprapartidária. Veja o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, envolvido em diversos casos de corrupção", disse a pré-candidata.

 

Servidora pública e empresária, Natasha disse que entrou na política justamente para enfrentar o que classificou como a banalização da corrupção no Brasil. Ao longo da entrevista, ela também falou sobre articulação política, desafios da pré-campanha e rejeição em Mato Grosso.

 

 

Confira os principais trechos da entrevista:

 

MidiaNews - Nas eleições de 2022, a senhora disputaria o Senado, mas foi “rifada” pelo PSB. Não teme que isso possa acontecer novamente, agora pelo PSD?

 

Natasha Slhessarenko - Em 2022, eu estava me colocando ali como pré-candidata ao Senado. Cheguei a passar pelas convenções partidárias, mas infelizmente a traição faz parte da política, o que não deveria ser.

 

Porque, na verdade, o político deveria ser aquela pessoa mais honrada e com princípios éticos e morais mais elevados. Mas, infelizmente, a traição faz parte da política.

 

É importante que a população procure saber quem são os candidatos, o que cada candidato já fez, seja como político ou já fez como cidadão, enfim, conheça. E se fazer conhecida realmente é o meu grande desafio.

E você falou recuou. Na verdade, eu não recuei. Eu fui empurrada para fora do palanque. Houve aí uma articulação para me retirar do embate político, que eu acho que faz parte do jogo democrático. Você ir para a votação, ir para a urna, vamos lá, vamos ver quem ganha, quem pede, faz parte do jogo.

 

Agora, não deixar sequer você ir participar do jogo, a única coisa que eu queria naquele momento era poder oferecer para a população de Mato Grosso uma opção diferente daquelas que se colocavam há tanto tempo. Mas nem isso eu consegui.

 

Mas quando você pergunta, mas e agora no PSD? A construção está sendo feita de maneira diferente. Então, assim, com envolvimento de mais pessoas, são pessoas diferentes. Então, assim, existe aí toda uma articulação bem diferente do que houve naquele outro momento.

 

Então, eu não tenho esse receio e cada vez mais me sinto mais convicta de que eu serei candidata, agora sou pré-candidata, mas serei a candidata dessas forças progressistas, bem como do PSD, nas eleições de 2026 ao governo do Estado de Mato Grosso.

 

MidiaNews - Como a senhora avalia o cenário eleitoral, com duas candidaturas já consideradas fortes, a do vice-governador Otaviano Pivetta, com o peso da máquina e fortes aliados, como o governador Mauro Mendes, e o senador Wellington Fagundes, com a direita e o respaldo do PL do ex-presidente Jair Bolsonaro?

 

Natasha Slhessarenko - Eu acho que faz parte do Estado Democrático de Direito, temos aí vários candidatos, temos aí o Otaviano Pivetta, que realmente é um candidato muito de peso, está aí já como vice-governador pelo segundo mandato, já foi prefeito de uma grande cidade aqui do interior.

 

Temos o senador Wellington Fagundes, que é um político de carreira, está há quase 40 anos como político. Então, todos são legítimos. Tem aí também o senador Jayme Campos, tem toda a legitimidade para ser candidato.

 

E eu também, como uma cuiabana que sou, como uma empresária, como uma médica, como uma professora, uma servidora pública, me coloco aí à disposição com o mesmo intuito de oferecer ao povo de Mato Grosso uma opção por um nome diferente de uma pessoa que está disposta a colocar a sua vida à disposição das pessoas, de servir Mato Grosso.

 

Isso é um outro ponto que a gente percebe que a política sofreu uma série de distorções. O político nada mais é do que um servidor público que ganha a confiança do eleitor através do voto e que é para representá-lo, está lá para servir aos interesses do bem coletivo.

 

Mas, infelizmente, o que se tem visto é que as pessoas não entram lá para servir, elas entram lá para serem servidas, e esse movimento é muito ruim. Então, me coloco como uma pré-candidata ao governo do Estado que quer trazer da iniciativa privada, da iniciativa pública, porque eu também sou médica na atenção primária no posto de saúde, toda essa minha bagagem, essa experiência para dentro do poder público para servir o cidadão de Mato Grosso.

 

MidiaNews - Sendo uma novata em disputa eleitoral, a senhora acredita que será prejudicada por não ser tão conhecida no Estado como seus principais concorrentes que já tem carreira política consolidada?

 

Natasha Slhessarenko - Eu acho que isso pode ser até uma vantagem, por não fazer parte dessa política tradicional, não ser uma política de carreira.

 

Obviamente não ser conhecida, é uma questão de marketing, é uma questão de divulgação, de comunicação, de fazer-me conhecida, que a partir do momento em que os pré-candidatos, no caso, se apresentam, colocam as suas propostas, o povo vai decidir, vai ver com quem ele se alinha mais, com quem ele se reconhece mais, quem mais fala a língua que ele quer ouvir.

 

Porque o que a gente percebe é que existe um cansaço, as pessoas estão muito desacreditadas, descrentes da política, e a política é a única ferramenta que se dispõe para melhorar a vida das pessoas. Não tem outra forma de fazer melhoria a qualidade de vida das pessoas a não ser através da política.

 

Yasmin Silva/MidiaNews

Natasha Slhessarenko

Natasha disse não temer embate com políticos mais experientes

Por mais que as pessoas digam eu não gosto de política, não me meto com política, eu não gosto, acho que todo político é isso, é sempre diminuindo político, isso realmente precisa ser mudado, porque não tem outra forma.

 

Se você não for votar, outros vão e acabam elegendo aqueles que não estão ali de acordo com aquilo que você pensa. Então, é importante que a população conheça, é importante que a população procure saber quem são os candidatos, o que cada candidato já fez, seja como político ou já fez como cidadão, enfim, conheça.

 

E se fazer conhecida realmente é o meu grande desafio.

 

MidiaNews -  A senhora se apresenta como uma alternativa ao grupo políticos que comandam o Estado há sete anos. Quais suas críticas ao modelo de gestão desse grupo?

 

Natasha Slhessarenko - A política está muito desgastada, os políticos estão muito desacreditados, mas, cá para nós, muitos fizeram por merecer, não estiveram ali se colocando a serviço das pessoas, estão ali a serviço de interesses pessoais, interesses de um grupo.

 

Esse governo teve os avanços dele, como todo governo tem os seus avanços, mas eu acho que a gente tem que focar nos desafios que o Estado apresenta.

 

Então, hoje nós vivemos em um Estado que mais mata mulheres no Brasil proporcionalmente. Então, é inadmissível. Nós, como mulheres, não podemos aceitar, é perigoso viver em um Estado como esse, em um Estado tão pujante, em um Estado que cresce tanto. A gente não pode banalizar a violência contra a mulher, não pode banalizar os casos de feminicídio.

 

Em 2023, foram 46 mulheres assassinadas pelo simples fato de serem mulheres. Em 2024, 47 mulheres e agora em 2025, 53 mulheres.

 

Certamente vamos ser, pelo terceiro ano consecutivo, o Estado que mais mata mulheres. Então, não podemos banalizar isso.

 

Assim como não podemos banalizar que é um Estado pujante na economia, que tem aí duas casas de dígito do PIB, que tem aí uma grande produção de soja, de algodão, de milho, biodiesel, carne, mas é um Estado que ainda se passa fome.

 

Nós temos aí aproximadamente 150 mil pessoas, que dá 3,9% da população, que está no mapa da fome. Então, esse abismo social, essa desigualdade social é muito grande e a gente precisa ter, volto a dizer, um governo que invista em desenvolvimento socioeconômico, que isso é maravilhoso, isso é que traz riqueza, isso é o que traz a pujança que o nosso Estado tem, mas não podemos esquecer de que tem que haver distribuição de renda e tem que haver inclusão social.

 

MidiaNews - O grupo da federação que inclui o PT, PV e PCdoB ainda não cravou que irá apoiar o nome da senhora na disputa ao Governo, apesar do PSD estar dentro da aliança com esses partidos. Porque essa resistência, sobretudo do PT, segundo os bastidores?

 

Natasha Slhessarenko - Na verdade, eu acredito que isso faz parte do jogo político. No final do ano passado, a gente teve a visita do Edinho Silva, presidente nacional do PT, que veio aqui e reforçou o meu nome como a candidata da Federação Brasil da Esperança. Isso também já foi referendado pelo presidente da Federação Brasil da Esperança, que é o Stopa (PV).

 

Obviamente esse tipo de conversa acontece, mas isso está já em vias de acontecer a validação, digamos assim, do meu nome.

 

O senador Carlos Fávaro está em viagem, mas a gente já tem uma agenda com a federação para que haja, então, a oficialização do PSD levando para a federação o meu nome. Então, isso faz parte do jogo político e isso não me incomoda, não.

 

A gente tem mantido o diálogo constante com todas as lideranças e com todos os partidos que compõem a federação, bem como com outros partidos que compõem as forças progressistas do nosso estado.

e coloco aí à disposição com o mesmo intuito de oferecer ao povo de Mato Grosso uma opção por um nome diferente de uma pessoa que está disposta a colocar a sua vida à disposição das pessoas, de servir Mato Grosso

 

MidiaNews -  Líderes da federação já afirmaram que somente vão apoiar o seu nome se a senhora dar palanque ao Lula. A senhora está disposta a assumir o ônus em abrir esse espaço?

 

Natasha Slhessarenko - Sem dúvida, eu sou a candidata do Lula aqui no Estado porque tenho um alinhamento total com as políticas públicas do governo federal. Não dá pra gente comparar. Se você pegar as políticas públicas, o investimento do governo federal aqui no nosso estado e no governo anterior é gritante, é algo surpreendente.

 

Não dá para não estar alinhada às políticas públicas do governo federal e do governo Lula. Não dá.

 

Se você pega, por exemplo, na área do agronegócio, que a gente tem aqui o ministro Carlos Fávaro, ele é um dos ministros que compõe a base do Lula e junto com outros dois ministros do PSD. Então, o PSD, que é o partido do qual eu sou, tem três ministros no governo Lula.

 

O que é que a gente tem aí? O que é que o governo federal fez pra agricultura? São inúmeras as coisas. Então, primeiro, a Embrapa aqui na Baixada Cuiabana, isso vai ser algo que vai transformar a Baixada.

 

Vai trazer inovação, tecnologia, piscicultura para cá. Então, hoje a Baixada realmente, ela peca por não ter uma vocação e a vocação do nosso estado é uma vocação agrícola. Não tenha dúvida.

 

A gente tem a Apex, trouxe a Apex pra cá que negocia os produtos nossos aqui com o exterior. Então, isso é extraordinário.

 

A abertura de novos mercados. O que significa abertura de novos mercados? Então, veja, foram mais de 500 mercados abertos com o exterior. Então, imagine que hoje, Canarana, por exemplo. Canarana é o produtor nacional, campeão nacional da produção de gergelim e o gergelim de Canarana hoje vai para o mundo.

 

Então, olha que coisa incrível. E não é só o gergelim, a gente tem a soja, a gente tem o milho, a gente tem o biodiesel, hoje o Mato Grosso é um dos grandes players da carne, carne bovina, carne suína, carne de frango. Assim, é extraordinário realmente o que o governo federal tem feito.

 

MidiaNews - Como a senhora vê os casos de corrupção envolvendo a esquerda, como por exemplo o Mensalão, onde dezenas de aliados admitirem prática de crimes e devolveram dinheiro e, mais recentemente, o escândalo do INSS, por exemplo?

 

Natasha Slhessarenko - Quem dera a corrupção só fosse da esquerda. A corrupção é suprapartidária. Infelizmente, a corrupção é suprapartidária. Veja o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, envolvido em diversos casos de corrupção. Sóstenes Cavalcante, diversos casos, questão recente. Então, veja, a corrupção é suprapartidária.

 

E eu vejo a corrupção realmente como um grande câncer do nosso país. E, por isso, eu me coloco como pré-candidata. Porque a corrupção, ela não é um destino. Corrupção é escolha. E transparência não pode ser exceção. Transparência é regra.

 

Onde já se viu deputados acharem ruim de dizer para que pegaram aquela emenda e para onde destinaram aquela emenda. Isso é o mínimo que se pode fazer. Eu, como empresária, tenho austeridade dentro da empresa, porque cada dinheiro que entra, eu sei o duro que deu para ganhar.

 

E o dinheiro público, infelizmente, no nosso país, é visto com descaso. É um dinheiro que não é de ninguém ou é de todo mundo. Então, corrupção é um câncer do nosso país.

 

E volto a dizer, eu sou servidora pública, o político é um servidor público que está ali com a confiança do voto para servir e não ser servido pelas benesses do poder. E a corrupção é o mal que ou a gente extirpa de vez, mas tem que extirpar de vez, porque a corrupção está enfronhada, a corrupção está institucionalizada e banalizada do nosso país. E não pode ser banalizada.

 

Corrupção é algo sério, corrupção mata crianças, corrupção mata mulheres, corrupção mata idosos, corrupção mata, corrupção deixa a mão de quem rouba suja de sangue. Porque o dinheiro que era para construir uma estrada, que era para fazer algo, foi para a corrupção. E aquela estrada, então, continua provocando acidentes, aquele hospital não saiu, aquele medicamento não chegou.

 

É um ponto muito sério e que a gente tem que tratar sem essa banalização que tem sido feita. Volto a repetir para você, quem dera a corrupção fosse só de um determinado partido. Mas, infelizmente, a corrupção é suprapartidária.

 

Yasmin Silva/MidiaNews

Natasha Slhessarenko

Natasha disse que foi traída no PSB, mas tem confiança que isso não vá se repetir no PSD

MidiaNews - A senhora não teme que a rejeição da esquerda em Mato Grosso possa lhe prejudicar?

 

Natasha Slhessarenko - Creio que não. Porque a gente está tendo agora exemplos reais da direita governando. Como é que está a prefeitura de Cuiabá? Como é que está a prefeitura em Rondonópolis? Como é que está a prefeitura onde a direita ganhou?

 

Está sendo bom o governo? Está fazendo acontecer? A população está sendo bem assistida? A população está tendo saúde? Está tendo infraestrutura? A cidade está limpa? Como é que isso está acontecendo?

 

Então, eu acho que as pessoas precisam começar a pensar, precisam conhecer as pessoas. E eu volto a dizer, esses rótulos ideológicos que eles nos dão é muito ruim.

 

A gente não tem que discutir ideologia, a gente tem que discutir e botar na mesa os problemas da população. Ideologia não mata fome, ideologia não faz diminuir feminicídio, ideologia não faz ter educação de qualidade. O que faz ter educação, segurança, saúde de qualidade é colocar as pessoas no centro do debate.

 

É colocar o cidadão no centro do debate. É isso que a gente tem procurado fazer. A gente tem um programa que é o “Mato Grosso que queremos”, que eu estou escutando a população. Quero saber, vem cá, o que é que dói para você? Aonde é que dói?

 

O Lúdio, nas últimas eleições para a prefeitura, teve 46% dos votos no segundo turno. Então, isso explica o quê? Que a população está começando a raciocinar que não adianta votar em ideologia, que ideologia não vai resolver o problema dela. Ela tem que votar em pessoas que estejam interessadas em fazer.

 

MidiaNews - Nacionalmente, e sem levar em conta esses alinhamentos eleitorais, a senhora defende que Lula tenha mais 4 anos de mandato, diante do cenário econômico que estamos vivendo?

  

Natasha Slhessarenko - Sem dúvida nenhuma. Eu volto a dizer, se você elencar tudo o que o governo federal tem feito, isso é extraordinário. A gente tem que ter como exemplo Lula e Alckmin, que eram pessoas que se digladiavam, que brigavam, mas em prol de um programa muito maior, que era defender a democracia.

 

Deixaram as questões pessoais, as questões ideológicas de lado e se uniram em prol de um bem maior, que era fazer um Brasil democrático. Isso foi fundamental. Hoje, a gente sabe que a gente correu um risco muito grande.

 

Se isso não está claro, eu realmente não sei o que é que falta acontecer para deixar as pessoas tirar, muitas vezes, aquele véu que cega as pessoas ou aquele tapa-ouvidos que ensurdece as pessoas. Está muito claro que o Brasil correu um sério risco de perder a democracia, que tem valores que são inegociáveis e a democracia é um deles.

 

Então, assim, é deixar de lado essas questões pequenas.

 

E antes, você viu que eu falei que eles eram adversários. Hoje, os políticos se tornam inimigos. Você perde amizades de muitos anos e mesmo rupturas na família por causa de questões ideológicas.

 

Onde é que a gente está? Que mundo é esse que a gente está vivendo? Tem que ter respeito pelas pessoas. Você é isso? Ótimo, eu te respeito. Tudo bem, a gente pensa diferente, mas está tudo certo. Vale o diferente, claro que vale. Isso faz parte do jogo democrático. Com certeza.

 

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