Pré-candidato ao Palácio Paiaguás, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que, caso seja eleito, pretende implantar guardas municipais armadas nas 20 principais cidades do Estado, como estratégia para reforçar o combate à violência e conter o avanço das facções criminosas.

“Integradas com a Polícia Militar e com a Polícia Civil, estar em todos os endereços, em todos os lugares, para desorganizar o crime. É um policiamento complementar que vai ajudar muito a mitigar esses crimes e também combater o crime organizado e as facções”, afirmou Pivetta ao MidiaNews.
Pivetta explicou que a proposta de estimular a criação das guardas municipais tem como foco ampliar o policiamento comunitário.
“Nós vamos criar e estimular a criação das guardas municipais armadas, que é para fazer o policiamento nos bairros onde as nossas polícias não conseguem alcançar. O grande problema do crime acontece onde o Estado está ausente”, disse.
De acordo com ele, a iniciativa começará com parcerias com os 20 maiores municípios do Estado, a exemplo do modelo já adotado em Lucas do Rio Verde, cidade em que foi prefeito por três vezes (1997-2004;2013-2016).
“Para cercar mais o crime e o Estado estar mais presente em todas as ruas, esquinas, nas escolas, nos PSFs, nos ambientes onde as famílias estão, conhecer melhor as pessoas e com isso também prevenir mais a criminalidade”, completou.
Cerca de 11 municípios de Mato Grosso têm guarda municipal, entre eles Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Jaciara.
Segurança pública
Na entrevista, Pivetta destacou que a Segurança Pública deve ser um dos temas centrais do pleito e a proposta é ampliar a presença do Estado nos bairros e regiões mais vulneráveis.
“É um tema sensível. Mas nós estamos tratando com o programa Tolerância Zero. Nós diminuímos todos os números ruins, exceto feminicídio, que o Estado realmente tem sofrido muito com isso”, disse o vice-governador.
Segundo ele, apesar da redução de diversos indicadores criminais no Estado, o feminicídio ainda representa um desafio significativo. Para enfrentar o problema, o governo aposta em políticas públicas voltadas ao fortalecimento das mulheres.
“Nós criamos o Gabinete da Mulher, que vai começar a funcionar nos próximos dias, para interagir com todas as secretarias e criar um grande programa de políticas públicas para fortalecer a mulher, desde a qualificação profissional até habitação”, afirmou.
Em 2025, Mato Grosso registrou 52 casos de feminicídios, o maior número desde 2020.
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