O presidente estadual do PL, Ananias Filho, tem como meta dobrar a atual bancada da sigla na Assembleia Legislativa (ALMT), passando de dois para quatro deputados. Para isso, aposta no voto de legenda como estratégia central, além do efeito multiplicador das pré-candidaturas em todos os níveis da disputa nas eleições de outubro.

Em 2022, o partido elegeu dois deputados estaduais com 156.642 votos (8,97% dos válidos). Para atingir a nova meta, a sigla precisaria alcançar cerca de 300 mil votos. Lideranças partidárias estimam que o quociente eleitoral deve variar entre 80 mil e 90 mil votos.
Ananias projeta esse desempenho com o impulso das candidaturas majoritárias, como a do senador Flávio Bolsonaro à Presidência, do senador Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso e do deputado federal José Medeiros ao Senado.
Segundo ele, o partido tem diferenciais competitivos em relação a outras siglas, especialmente por lançar chapa completa para deputado estadual.
“Vamos concorrer com 26 nomes. Somente o PL estará nessa condição, com foco também no voto de legenda”, afirmou em entrevista ao MidiaNews.
Atualmente, o PL conta na Assembleia com os deputados estaduais Gilberto Cattani e Faissal Calil, este último filiado à sigla neste ano. Em 2022, o partido também elegeu Elizeu Nascimento, que posteriormente migrou para o Novo.
Outro fator destacado por Ananias é o perfil do eleitorado de Mato Grosso, que, segundo ele, é majoritariamente alinhado à direita. Nesse contexto, o partido aposta em nomes com potencial de alta votação, como a primeira-dama de Cuiabá, Samantha Íris, vista como possível puxadora de votos.
Quociente eleitoral
O quociente eleitoral é obtido a partir da divisão do total de votos válidos pelo número de vagas em disputa — no caso, 24 cadeiras da Assembleia Legislativa. O índice é essencial para que o partido conquiste ao menos uma vaga, mas não é o único critério.
Também entram no cálculo as chamadas “sobras” e a regra de distribuição 80/20, que exige que o partido alcance ao menos 80% do quociente eleitoral e que cada candidato tenha, no mínimo, 20% desse total para estar apto à disputa das vagas.
Voto de legenda
Entre dirigentes partidários e analistas políticos, há a avaliação de que as candidaturas ao Governo — como a do atual vice-governador Otaviano Pivetta, pelo Republicanos, e da médica Natasha Slhessarenko — podem influenciar positivamente o voto de legenda, com reflexos nas eleições proporcionais, tanto para a Assembleia Legislativa quanto para a Câmara dos Deputados.
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