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01.02.2026 | 12h17 Tamanho do texto A- A+

Presidente do TRE cita preocupação com abstenção em disputa

A desembargadora diz que há "ausência de comprometimento"; MT foi segundo em abstenção em 2022

MidiaNews

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, desembargadora Serly Marcondes

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, desembargadora Serly Marcondes

VITÓRIA GOMES
DA REDAÇÃO

A presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes, afirmou que o combate à abstenção é um dos principais desafios do Tribunal nas eleições deste ano e classificou o problema como uma questão “cultural”.

 

A existência dele, do Tribunal Regional Eleitoral, já é um enfrentamento a essa questão cultural, à ausência de comprometimento

Questionada sobre a adoção de medidas específicas para reduzir os índices de abstenção, a magistrada explicou que o trabalho do TRE envolve todas as áreas responsáveis pela organização do pleito.

 

“O que nós fazemos? Todas as áreas que o Tribunal Regional Eleitoral enfrenta para realizar uma eleição, é o enfrentamento. O que nós podemos fazer? É fazer esclarecimento, cursos, preparar, conversar com a imprensa, dizer: venha eleitor, se apresente, se você tem dificuldade, verifique quais são as suas dificuldades”, disse.

 

Para a presidente do TRE-MT, o afastamento de parte do eleitorado do processo democrático não se resolve apenas com ações pontuais em ano eleitoral.

 

“É uma questão cultural. Nós temos que discutir a questão política, como que você participa politicamente dos processos, inclusive do eleitoral”, afirmou.

 

Ela ressaltou ainda que a própria existência da Justiça Eleitoral já representa um instrumento de enfrentamento à falta de engajamento político.

 

“A existência dele, do Tribunal Regional Eleitoral, já é um enfrentamento a essa questão cultural, à ausência de comprometimento. Tem pessoas que não são comprometidas com esse tipo de coisa”, pontuou.

 

Os dados das eleições de 2022 em Mato Grosso evidenciam o tamanho do desafio. No segundo turno do pleito presidencial, realizado em 30 de outubro, o estado registrou 22,53% de abstenções, o que corresponde a 556.566 eleitores que não compareceram às urnas.

 

Na ocasião, foram contabilizados 1.869.516 votos válidos, equivalentes a 77,47% do eleitorado.

 

No primeiro turno, o índice de abstenção foi ainda maior: 23,40%, com 576.914 pessoas ausentes, colocando o Estado como o segundo com maior abstenção no país.

 

Apesar da leve redução no segundo turno, os números seguiram elevados. De acordo com relatório do TRE-MT publicado após a apuração, naquele ano 2.469.797 eleitores estavam aptos a votar no estado.

 

Veja vídeo:

 

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