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10.03.2026 | 08h10 Tamanho do texto A- A+

Relator, Beto critica viés da CPI da Saúde: "Lacração eleitoral"

O deputado chamou a comissão de desnecessária e disse que quer garantir "bom senso" na investigação

Victor Ostetti/MidiaNews

Vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Beto Dois a Um disse que CPI tenta prejudicar a gestão

Vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Beto Dois a Um disse que CPI tenta prejudicar a gestão

VITÓRIA GOMES E CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

Vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Beto Dois a Um (Podemos) classificou como “eleitoreira” a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde. Ele afirmou que aceitou assumir a relatoria para garantir “bom senso” na condução dos trabalhos.

 

Acho, sinceramente, que não há necessidade dessa CPI, acho que ela tem um formato extremamente eleitoral

A CPI foi instalada no Legislativo para apurar supostos atos praticados no âmbito da Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre os anos de 2019 e 2023, em contratos firmados durante o período da pandemia da Covid-19.

 

“Acho, sinceramente, que não há necessidade dessa CPI, acho que ela tem um formato extremamente eleitoral. Sou um cara que não gosto dessas lacrações eleitorais, de ações eleitoreiras que prejudicam a gestão”, disse à imprensa.

 

O deputado disse, no entanto, que decidiu assumir a relatoria por entender que o papel político exige enfrentar temas sensíveis.

 

“Na política você não pode ficar escolhendo só o que você quer, tem que escolher o que é necessário”, afirmou.

 

Segundo ele, a decisão também teve o objetivo de contribuir para uma condução equilibrada da investigação.

 

“Então, fiz questão de me colocar à disposição, pedir para ir para a CPI, pedir para ser relator, tive o voto dos colegas para isso, para que a gente possa ter bom senso no trato dessa CPI”, declarou.

 

A instalação da CPI também foi marcada por questionamentos. O requerimento foi publicado após uma manobra do autor da proposta, Wilson Santos, que utilizou assinaturas coletadas em 2023.

 

Lideranças partidárias chegaram a encaminhar ofício contestando o procedimento e apontando falta de contemporaneidade nas assinaturas. Apesar da situação não ter impedido o andamento da CPI, a própria Procuradoria-Geral da Assembleia Legislativa referendou a manobra do deputado.

 

A comissão foi definida após a publicação de sua instalação com cinco membros titulares. A presidência ficou com o deputado Wilson Santos (PSD) e a vice-presidência com Chico Guarnieri (PRD). Além de Beto Dois a Um como relator, também integram o colegiado os deputados Janaina Riva (MDB) e Dilmar Dal Bosco (União).

 

Como suplentes, foram indicados os deputados Carlos Avallone (PSDB), Paulo Araújo (PP), Lúdio Cabral (PT), Dr. Eugênio (PSB) e Thiago Silva (MDB).

 

Veja vídeo:

 

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