O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita do empresário e pré-candidato a deputado federal Thiago Boava ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena na "Papudinha", em Brasília.
O pedido para a visita foi feito pelo próprio Bolsonaro, por meio de sua defesa, que solicitou ao STF a inclusão do nome de Boava na lista de pessoas autorizadas a entrar no local. Os dois mantêm relação de amizade desde o período em que a ex-deputada federal Amália Barros, esposa de Boava, foi eleita para a Câmara dos Deputados em 2022 e passou a integrar o núcleo político ligado ao ex-presidente.
Conforme a decisão judicial, Boava poderá visitar Bolsonaro no dia 25 de abril, um sábado, das 8h às 10h, seguindo o cronograma de visitas definido pelo Supremo e respeitando as normas de acesso do sistema penitenciário do Distrito Federal.
Viúvo de Amália Barros, uma das principais lideranças da direita em Mato Grosso, Thiago Boava passou a ganhar projeção no campo conservador após a morte da parlamentar. Nos bastidores políticos, ele é apontado por aliados como uma das pessoas próximas ao ex-presidente no diálogo sobre o cenário político do estado.
Com forte presença nas redes sociais — onde soma mais de 400 mil seguidores em um único perfil no Instagram — Boava é tratado por lideranças do PL em Mato Grosso como um dos nomes competitivos da direita para a disputa à Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.
Além dele, a decisão do STF também autorizou a visita de outras lideranças políticas e aliados de Bolsonaro, entre parlamentares e autoridades públicas, que deverão cumprir cadastro prévio e as regras de segurança para acesso ao estabelecimento prisional.
Bolsonaro permanece custodiado em uma sala de Estado Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, onde cumpre pena após condenação determinada pelo STF.
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