Cuiabá, Segunda-Feira, 20 de Maio de 2019
PSDB E DEM
06.05.2019 | 14h13 Tamanho do texto A- A+

“Taques e Mauro iniciaram juntos e podem estar juntos de novo"

Carlos Avalone diz que sigla precisa ouvir novas e antigas lideranças antes de decidir por fusão

Alair Ribeiro/MidiaNews

O vice-presidente do PSDB em Mato Grosso, deputado Carlos Avalone

DOUGLAS TRIELLI
DA REDAÇÃO

O vice-presidente do PSDB em Mato Grosso, deputado estadual Carlos Avalone, afirmou que uma eventual fusão do seu partido com o Democratas (DEM) não causará, necessariamente, a desfiliação do governador Mauro Mendes (DEM) ou do ex-governador Pedro Taques (PSDB).

 

A possível fusão das siglas foi noticiada nesta semana pela coluna Radar, da Revista Veja. Segundo a nota, o DEM nacional iniciou um flerte com o PSDB e deve chamar tucanos para uma conversa já a partir do final deste mês.

 

Segundo Avalone, Taques e Mauro começaram na política juntos e, apesar de terem se tornado adversários, nada impede de retomarem a parceria.

 

“Taques e Mauro começaram juntos. Eles faziam parte do [grupo] Mato Grosso Mais, que era um projeto. Para você ver como a política é muito dinâmica. Começaram juntos, montando um grupo político. Depois, venceram as eleições para o Governo do Estado”, disse.

 

“Durante o governo, se desentenderam e disputaram a eleição um contra o outro. Mas nada impede que no futuro eles possam estar juntos novamente. Isso não sou eu que estou dizendo, é a história”, completou.

 

Avalone disse que os partidos precisam analisar se seguem linhas parecidas. Entretanto, admitiu que podem ocorrer perdas partidárias com uma eventual fusão.

 

Vamos crescer com essa junção, mas podemos perder alguns companheiros, com certeza

“Se isso for um caminho, temos que avaliar os problemas municipais. Vamos crescer com essa junção, mas podemos perder alguns companheiros, com certeza, porque isso faz parte da política. Faz parte essa diversidade de pensamentos”, disse.

 

Para o deputado, os tucanos saíram derrotados na última eleição. Em Mato Grosso, o ex-governador Pedro Taques acabou em terceiro lugar na disputa pela reeleição.

 

Ele defendeu que a sigla faça uma autoavaliação e se aproxime de suas bases.

 

“Existem muitas ideias para se tratar neste novo momento que passa o PSDB. É importante registrar que saímos de uma derrota nas urnas. Uma derrota a nível federal e estadual e entendemos que precisamos encontrar novos caminhos. Precisamos abrir uma nova linha de conversa com a sociedade”, afirmou.

 

“Hoje, a grande liderança do PSDB, sem dúvida, é o [João] Dória. Ele demonstrou isso lá em São Paulo, vencendo as eleições e fazendo o presidente do nosso partido. Mas temos que respeitar as lideranças anteriores, como o [Geraldo] Alckmin que é um governador de quatro mandatos. É muito respeitado dentro do PSDB. Temos que analisar bem antes de decidir”, completou.

 

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Waldemir  07.05.19 13h01
Waldemir, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas
luis Pant  07.05.19 10h06
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mario marcio COSTA E SILVA  06.05.19 20h30
O ELEITOR ESTÁ SE LIXANDO PARA PARTIDO.VOTA EM NOMES,PROPOSTAS,MESMO QUE,NA MAIORIA DAS VEZES,NENHUMA É CUMPRIDA.
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