As vereadoras Paula Calil (PL), Dr. Mara (Podemos), Michelly Alencar (União) e Katiúscia Manteli (PSB) registraram um boletim de ocorrência por violência política de gênero, injúria e difamação contra Rafaell Milas de Oliveira, apresentador do podcast Tudo Menos Política.
O B.O. foi formalizado na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá após a divulgação de um vídeo nas redes sociais com ataques direcionados às parlamentares
Segundo o registro policial, no vídeo, Rafaell Milas disse haver um “silêncio ensurdecedor da maior bancada feminina” da Câmara de Cuiabá diante da denúncia do suposto assédio praticado pelo ex-secretário municipal de Trabalho, William Leite.
Reprodução
As vereadoras registraram ocorrência contra Rafaell Milas de Oliveira, apresentador do podcast Tudo Menos Política
Divulgado no dia 9 de fevereiro, o vídeo teve grande alcance, com mais de 10 mil visualizações, curtidas, comentários e compartilhamentos.
No boletim de ocorrência, as vereadoras apontaram que Rafael estaria “ultrapassando os limites da crítica política legítima”, adotando “tom de escárnio e menosprezo”, ao se dirigir de forma nominal às parlamentares.
Conforme as parlamentares, o conteúdo também teria empregado imagens para ridicularização pública, além de insinuações de condutas irregulares sem apresentação de provas, o que, segundo elas, configuraria ataque à honra e à imagem.
“Ressalte-se, ainda, que o suspeito reitera de forma explícita discurso de ódio, ao afirmar reiteradas vezes, em tom exaltado, que odeia quem faz dancinha, utilizando a expressão ‘eu odeio quem faz dancinha’, associando tal conduta, de maneira pejorativa, às vereadoras comunicantes”, disse em trecho do boletim de ocorrência.
“Durante essa fala, o suspeito insere e exibe imagens e vídeos das próprias vereadoras dançando, retirados de suas redes sociais, com nítido propósito de ridicularização, constrangimento público e desqualificação simbólica de sua atuação política”, completou.
Ainda no boletim de ocorrência, as vereadores apontaram que ele teria utilizado expressões como “quietinhas”, “videozinho”, “dancinha” e “rostinho bonito”, além de afirmar que elas estariam “sambando na cara da sociedade” e não exerceriam trabalho parlamentar sério.
A ocorrência foi encaminhada para apuração pela Polícia Civil, com comunicação ao Ministério Público para adoção das medidas legais cabíveis.
O caso se enquadra na Lei nº 14.192/2021, que trata da violência política contra a mulher, além de crimes previstos no Código Penal.
Veja vídeo:
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