Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou um pedido de investigação contra Ratinho no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) após ser alvo de falas transfóbicas do apresentador em seu programa no SBT. As informações são do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles.
Erika solicita a abertura de inquérito policial e a prisão de Ratinho, que, se for condenado, pode pegar até 6 anos de detenção. O documento foi registrado no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MP-SP.
De acordo com informações do jornal Folha de São Paulo, Erika também pede uma indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos causados à população trans e travesti.
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O texto do pedido indica que o valor da indenização deve ser destinado ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, como apoio a projetos e organizações de defesa dos direitos de mulheres trans, travestis e cisgênero vítimas de violência de gênero.
O QUE ERIKA HILTON ALEGA AO MINISTÉRIO PÚBLICO?
Em seu pedido, Erika aponta que as declarações de Ratinho são destinadas “a negar a condição feminina da parlamentar e a sustentar que mulheres trans não poderiam ser consideradas mulheres”.
“As declarações proferidas pelo apresentador não se limitaram a uma crítica política ou a um debate institucional acerca da atuação da parlamentar, mas consistiram na negação explícita de sua identidade de gênero e na afirmação reiterada de que ela não seria uma mulher. Esse elemento constitui o núcleo da conduta aqui narrada e evidencia o caráter discriminatório do discurso proferido”, diz um trecho da representação.
Erika também pontua que o discurso transfóbico teve exibição em rede nacional, o que ajuda a “amplificar o alcance das declarações e potencializar seus efeitos discriminatórios”.
Ratinho já acumula uma série de declarações ofensivas contra minorias, proferidas em rede nacional via SBT. Ele foi processado por uma dançarina negra após afirmar que o cabelo black power dela tinha piolhos, chamou a Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ de “carnaval dos infernos” e revoltou o vereador Thammy Miranda (PSD-SP) após referir-se a ele no feminino. O político preferiu não entrar no palco da atração na ocasião.
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