Cuiabá, Domingo, 30 de Novembro de 2025
HISTÓRIAS DE SUPERAÇÃO; VÍDEO
30.11.2025 | 08h00 Tamanho do texto A- A+

Ler, escrever e trabalhar: os sonhos de quem busca a alfabetização

Participantes do Programa Mais MT Muxirum lutam contra o preconceito para buscar uma vida melhor

Larissa Azevedo/MidiaNews

Maria Aparecida (à direita) e sua filha Gleiciele Rosa Costa (à esquerda), que está aprendendo a ler e escrever com a mãe

Maria Aparecida (à direita) e sua filha Gleiciele Rosa Costa (à esquerda), que está aprendendo a ler e escrever com a mãe

LARISSA AZEVEDO
DA REDAÇÃO

Marcados pela falta de oportunidades e pelos golpes que só quem precisou trabalhar desde a infância conhece, participantes do Programa Mais MT Muxirum lutam para romper o ciclo do analfabetismo. Ler e escrever, algo trivial para muitos, representa, para eles, o primeiro passo de uma jornada rumo à realização de seus sonhos.

 

É ruim quando todas as coisas que você vai fazer depende dos outros, se não com o dedão [digital, para assinar documento]

Maria Aparecida Rosa Costa, mais conhecida como Dona Maria, é um deles. A primeira vez que ela segurou um lápis foi aos 57 anos, em janeiro deste ano, quando entrou no projeto. 

 

Ao MidiaNews, ela lembrou, com olhos tristes e um sorriso tímido, de quando sonhava em ser professora, ainda na infância. Ela sempre via outras crianças indo para a escola e achava bonito, mesmo que nunca pudesse ir. 

 

Deslumbrada, a pequena internalizou, aos poucos, a vontade de ensinar. Mas, conforme crescia, vinha a dura realidade: ela sequer teve a oportunidade de aprender. Maria Aparecida começou a trabalhar desde que se “entende por gente”, por volta dos seis anos, com seus quatro irmãos. Eles precisavam ajudar seus pais a levarem comida para dentro de casa.     

 

Apanhadora de algodão, carpinteira, operadora de descarga de gás, de soja e de feijão, lenhadora de aroeira, cortadora de cana ou trabalhadora doméstica, Dona Maria já passou por inúmeras funções, mas nenhuma delas foi fácil. 

 

Por nunca ter tido a educação básica, Dona Maria se viu barrada das oportunidades de trabalho que iam além do serviço braçal. O tempo foi passando, ela se casou, teve suas três filhas, saiu da sua cidade natal, Rio Pardo (MG), e veio para Mato Grosso. 

 

 

 

Ela reproduziu, com dor, o ciclo de sua infância, precisando da ajuda de suas filhas pequenas para o sustento da casa. Ainda assim, as duas mais novas conseguiram se alfabetizar e se formaram na escola. 

 

Larissa Azevedo/MidiaNews

Aula do projeto Mixurum no bairro Jardim Umuarama

Aula do Programa Mais MT Muxirum na casa da alfabetizadora Ieda Maria

“Eu falei: ‘ó, minha filha, faz de tudo pra você ser alguém na vida, porque eu não fui, né?’. É ruim quando todas as coisas que você vai fazer depende dos outros, se não com o dedão [digital, para assinar documento]”, disse Dona Maria. 

 

A mais velha, Gleiciele Rosa Costa, de 35 anos, frequenta as aulas com a mãe e também quer aprender a ler e escrever. Ela ajudava a mãe a carpir e, apesar de ter conseguido participar de algumas aulas, acabou deixando a escola ainda no fundamental I. 

 

“Ela ia carpir e todo mundo debochava e falava 'tinha que ter estudado na escola, na escola'. Minha mãe trabalhava, eu ajudava ela a carpir quintal. A minha mãe nunca tinha pegado num lápis, sempre trabalhou na roça. Eu não tenho vergonha”, disse, com um orgulho de estufar o peito e os olhos marejados. 

 

A partir deste ano surgiu a oportunidade que mãe e filha precisavam, o Mais MT Muxirum. Com a frequência nas aulas, Maria espera ansiosamente poder conquistar o seu primeiro sonho: ler a Bíblia. O seu desejo é conseguir ler em voz alta, para todas as pessoas que quiserem ouvir. 

 

Além disso, ela pretende se livrar da vergonha de dizer aos netos que não pode ajudá-los com o dever de casa. Ensiná-los, por enquanto, é o mais próximo que ela acredita que chegará do seu antigo sonho. 

 

“Meu neto fala assim, ‘ah, faz isso para mim’, mas eu vou fazer como se eu não sei? Aí é difícil, minha filha, é doído. Fala assim, ‘vó, faz tal coisa’, ‘mas a vó não sabe’”, disse. 

 

Ela exige que os três netos estudem. “É por isso que eu choro. Eu falo para eles [desde] quando eram pequenos: ‘vocês vão estudar’ [...] Hoje ele já lê a palavra do livro pra mim, da Bíblia pra mim”, afirmou, orgulhosa. 

 

Maria não consegue nem imaginar ver os seus netos na mesma situação que ela, tendo que pedir para as pessoas a ajudarem a fazer as coisas mais básicas, como assinar um documento. 

 

No entanto, ela se mantém otimista, e espera até conseguir fazer uma faculdade no futuro. “Pela honra e a glória do Senhor, depois de 50 anos, nunca é tarde [para estudar], né? [...] Pretendo, depois que Deus abençoar e eu aprender, quem sabe fazer uma faculdade, mesmo com 60 anos”, disse, com um sorriso no rosto. 

 

A “raspadeira”

 

A sua alfabetizadora, Ieda Maria do Nascimento, de 62 anos, começou a fazer parte do programa neste ano, depois de perceber a necessidade de algumas de suas alunas, com quem já tinha contato. 

 

Larissa Azevedo/MidiaNews

Aula do projeto Mixurum no bairro Jardim Umuarama

A alfabetizadora Ieda Maria atende os alunos do projeto em sua residência

Mesmo trabalhando durante três períodos por dia, a tarefa não é nada difícil para a “raspadeira”, como é carinhosamente apelidada pelos seus alunos. Eles brincam que ela sai raspando os cadernos com a borracha quando uma escrita precisa ser melhorada. 

 

A sua casa, onde funcionam as reuniões de segunda à sexta-feira, já é um imóvel carimbado por ações educacionais. O local já foi uma Biblioteca Comunitária, parte de um projeto de aulas de reforço infantil na pandemia do Covid-19, e atualmente ela o disponibiliza para receber as aulas do projeto Muxirum, além de ser também a gráfica do marido, no bairro Jardim Umuarama II.

 

Para eles, sobram um quarto e um banheiro, separados por uma cortina. Todo o resto de sua casa – e de sua vida – é tomado pelos seus alunos. 

 

A reportagem do MidiaNews esteve ao local na última semana e assistiu, de forma quase hipnotizante, uma de suas aulas. Todas são regadas por aprendizado, parceria e risadas, além de um sentimento implícito de orgulho, que transparece nos olhos brilhantes de cada um dos participantes. 

 

A professora sabe qual é a evolução de um por um, e não consegue fingir costume quando conta, animada, as conquistas de seus alunos. 

 

Ela sorri para a Dona Maria e elogia a sua letra ao falar sobre como é importante ela saber escrever o seu nome. Isso é porque Maria Aparecida Rosa Costa não precisa mais assinar nenhum documento com o dedão, ela está livre para escrever por si mesma, assim como não precisa mais se preocupar com trocos errados, porque sabe exatamente qual é a nota que está dando ao comprar algo. 

 

Tudo isso naquela casa, o único ponto iluminado em toda a rua, com uma decoração de natal feita com papel EVA, pisca-piscas e diversas palavras de incentivo fixadas na parede. O seu brilho reflete o da sua proprietária, que é luz na vida de seus alunos. 

 

Larissa Azevedo

Dados queda MT

Mato Grosso teve queda na taxa de analfabetismo entre 2010 e 2024

“Cada coisinha que vai agregando é uma imensidade de saberes, de muita coisa boa. A pessoa que lê, que conversa e ensina, no caso, porque eu estou aqui e não estou só ensinando, eu aprendo com eles. Você vê o que eu aprendo com essa turma, não está escrito”, afirmou Ieda, sem reparar na gratidão estampada no rosto dos seus alunos enquanto olhavam para ela. 

 

Ela sabe que ali tem amigos para uma vida, mas talvez não tenha ideia do quão grande é esse companheirismo.

 

A alfabetizadora atende semanalmente 22 alunos, que sentam em carteiras doadas pelo Muxirum, distribuídas na área de trás da residência. 

 

Ela faz parte dos 1.300 alfabetizadores do programa que lutam contra o analfabetismo no Brasil. A cada pequeno passo, o cenário muda no estado. 

 

A taxa de analfabetismo de pessoas com 15 anos ou mais em Mato Grosso era de 8,5% em 2010, de acordo com o censo do IBGE. Já em 2024, quatro anos de institucionalização do projeto, esse número caiu para 3,8%. 

 

O secretário de Educação, Alan Porto, afirmou ao MidiaNews que a meta do estado é erradicar completamente o analfabetismo no estado, utilizando o auxílio do Mais MT Muxirum

 

“O nosso foco é exatamente esse, é erradicar o analfabetismo. Enquanto tiver um mato-grossense aqui que quer estudar, com toda certeza ele vai ter uma oportunidade, e a educação de Mato Grosso vai estar pronta para acolher a todos”, afirmou.

 

“Um cego vagando no mundo querendo enxergar”

 

Outro aluno do projeto é José Miranda Oliveira, de 59 anos. Para ele, ler é conseguir ver o mundo. “Quando você não sabe ler, você está enxergando, mas não enxerga o que está escrito, você não sabe o que está escrito. E você, sabendo ler, sabe de tudo”, afirmou.

 

O maranhense aprendeu a desenhar as letras do seu nome há cerca de 20 anos, quando chegou em Cuiabá e teve que escrever para assinar o seu holerite, pois era obrigatório para conseguir o emprego. 

 

Victor Ostetti/MidiaNews

José Miranda

José Miranda Oliveira é aluno do Programa Mais MT Muxirum em Cuiabá

“Aí ele [chefe] disse assim, ‘olha, senhor José, é obrigatório você aprender a assinar seu nome’. Aí lá eles me deram um papelzinho lá com meu nome completo, e aí eu fiquei treinando”, disse. 

 

José participa do programa há três anos, e afirmou se sentir feliz ao participar dele. Ele diz que a alfabetização é a luz da sua vida que o ajuda a enxergar. 

 

“Quando eu era um rapazinho novo, tinha uma música [Angústia da Solidão] que dizia que era um cego vagando no mundo querendo enxergar. Mas aquilo passava na minha cabeça mais como uma música. Depois que eu comecei a andar nas cidades, olhando como as pessoas que tinham estudo eram boas, aí eu imaginei: aquela música é uma música de hoje, é um cego vagando no mundo querendo enxergar”, afirmou. 

 

José já consegue ler, mas ainda tem dificuldade com leituras mais complexas, como em sílabas que contêm três letras. 

 

Aí ele [chefe] disse assim, ‘olha, senhor José, é obrigatório você aprender a assinar seu nome’. Aí lá eles me deram um papelzinho lá com meu nome completo, e aí eu fiquei treinando

“Tem uma leitura que eu ainda não estou entendendo bem direito. Por exemplo, ali, naquela mudança ali de um L, um T com um L e um A. E eu estou sentindo que eu estou um pouco embaraçado para separar o R do L. Mas a professora me disse para ter paciência que eu vou entrar no ritmo”, disse José. 

 

Para ele, o mais importante para continuar no projeto é a acolhida que recebe das alfabetizadoras do Centro de Convivência para Idosos (CCI) do bairro em que mora, Altos da Serra I.

 

“Nós temos muito amor pelos nossos profissionais. E a coisa mais importante que nós temos na nossa vida é uma pessoa que ama a gente e gosta de fazer o bem pra gente. Por isso, eu me sinto muito feliz de ter conhecido esse projeto”, complementou. 

 

“Meu dom sempre foi assim” 

 

Fátima Sebastiana da Conceição, de 59 anos, também tem um objetivo muito claro em sua mente: se formar na modalidade de estudos de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e conseguir um novo trabalho. 

 

Victor Ostetti/MidiaNews

Fatima Sebastiana

Fátima Sebastiana da Conceição é aluna do Programa Mais MT Muxirum em Cuiabá

Embora ela tenha frequentado a escola quando era criança, foi por muito pouco tempo, e não deu tempo de ela aprender quase nada.

 

Ela procurou, por muitos anos, uma forma de se alfabetizar, mas nenhuma delas deu certo, até que veio o Muxirum. Quando soube do projeto, a dona de casa se inscreveu imediatamente. 

 

“Eu entrei de cabeça nesse projeto Muxirum. Eu ficava lá em casa, porque eu não trabalho mais, né? Já estou com 59 anos, não entrei no emprego mais. E para entrar no emprego tem que ter estudo, né? Estudo e com um curso, um negócio”, afirmou. 

 

Fátima já consegue ler e escrever diversas palavras e se gaba de sua letra, elogiada pela professora. “Ela fala, ‘ah, a senhora escreve rápido, escreve certinho’. Falei, ‘ah, professora, o meu dom sempre foi assim’”. 

 

Ela ignora a todos que falam que ela não vai conseguir mais aprender. “[Parece que] tem idade pra aprender, né? Todo mundo fala pra gente ‘ah, tem idade, é velho, não aprende’. Mas é o velho que vai aprendendo”, disse. 

 

A dona de casa afirmou que já perdeu muitas oportunidades na vida por não saber ler, e sempre trabalhou em serviços gerais. Ela ainda espera conseguir um emprego, mas o mercado está mais competitivo. 

 

Para ela, saber ser alfabetizada é o que precisa para conquistar o seu objetivo. 

 

Cenário mato-grossense de analfabetismo 

 

Em 2016, a Região Centro-Oeste liderava o ranking brasileiro com a maior taxa de analfabetismo entre pessoas acima de 60 anos, com 21,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, a região foi a que mais diminuiu os índices, chegando quase à metade em 2024, quando alcançou 12,8%. 

 

Larissa Azevedo

MT - analfabetismo

Mato Grosso teve a segunda maior queda na taxa de analfabetismo entre 2016 e 2024

Mato Grosso é um dos principais responsáveis pela queda. Entre 2016 e 2024, o estado apresentou uma queda de 35,6% nas taxas de analfabetismo entre pessoas da faixa etária de 15 anos ou mais. Ele foi o segundo estado brasileiro com maior baixa, ficando atrás apenas de Goiás. 

 

O estado alfabetizou, entre 2022 e 2025, em torno de 87 mil pessoas com o Programa Mais MT Muxirum, de acordo com o secretário Alan Porto. 

 

“Todos os anos a gente atende mais de 17 mil pessoas. A gente investe, todos os anos, mais de R$ 10 milhões na contratação de professores e coordenadores. Neste ano, nós temos 1.300 professores alfabetizadores”, afirmou. 

 

Só na zona rural do Cinturão Verde, em Cuiabá, a alfabetizadora Carla Pinheiro, de 51 anos, identificou a necessidade de alfabetização em cerca de 400 das 3 mil pessoas que moram na região. 

 

Ela participa do programa há quatro anos e ensina em sua chácara ou na casa de alunos que não conseguem ir até ela. 

 

“O idoso tem aquela gana, aquela vontade de aprender, eles se esforçam muito mais. Às vezes, as crianças ficam com preguiça. ‘Ah, tô cansada, não quero’. E eles não, eles se dedicam mesmo. Não faltam a uma aula, sempre estão ali perguntando se está certo ou errado, tirando dúvidas”, afirmou a professora. 

 

Mais MT Muxirum 

 

O programa existe desde 2019, mas foi institucionalizado em 2021, quando aprovado pelo governador Mauro Mendes e adicionado à lista de investimentos do estado. 

 

O Muxirum faz a busca ativa de pessoas analfabetas em igrejas, CCIs, centros comunitários e outros meios, em cada município, a fim de montar turmas. Cada uma delas pode funcionar a partir de 10 alunos, que são ensinados por um alfabetizador (professores que passam por um processo seletivo). A cada 10 alfabetizadores, há um coordenador para acompanhar o desenvolvimento dos participantes. 

 

Larissa Azevedo

diferença MT

O Governo tem turmas do Mais MT Muxirum em quase todos os municípios

Antes do início das aulas de cada ano, é elaborado um material didático com foco em ensinar os participantes a ler, escrever, interpretar e fazer operações básicas de matemática. 

 

O projeto funciona durante oito meses por ano, com 12 horas de estudos semanais em sala de aula. Cada aluno recebe um kit com materiais escolares necessários e os alfabetizadores, além de uma bolsa, também recebem materiais de apoio para as aulas. 

 

Até 2019, Mato Grosso possuía 14 municípios participando do programa Mais MT Muxirum, entre eles Acorizal, Barão de Melgaço e Poconé. Atualmente, há turmas em quase todo o território estadual, com exceção de oito municípios que, apesar de estarem adesos, ainda não conseguiram formar turmas. 

 

Alan Porto e o coordenador geral do projeto, o professor Manoel Satiro da Silveira, afirmam que possuem dois principais objetivos para o próximo ano: ter turmas em todas as cidades de Mato Grosso e diminuir a taxa de analfabetismo para menos de 3%. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) considera o analfabetismo erradicado nos territórios com esta quantidade. 

 

“Para ir para a escola, eles não vão. É difícil eles fazerem isso. Nós vamos até eles, porque nós estamos levando uma luz onde só tem escuridão. E essa pessoa analfabeta, [sozinha] não tem como, então nós estamos fazendo esse papel importantíssimo”, afirmou o coordenador. 

 

Oportunidades e esperança 

 

De acordo com o secretário, investir na educação também é oportunizar e garantir a sustentabilidade econômica do estado, para que ele possa crescer cada vez mais. 

 

Você insere essa pessoa dentro de um contexto de sociedade. Uma pessoa que hoje não sabe ler, não sabe escrever, fica longe, até mesmo, do meio da tecnologia em que a gente está [inserido] hoje, do contexto da sociedade

“Muitas dessas pessoas são autônomas, trabalham nas suas atividades comerciais, desde um prestador de serviço, desde produzir alguma coisa no seu sítio. E quando você dá um estudo para essas pessoas, você permite elas irem mais longe”, afirmou o secretário. 

 

“Você insere essa pessoa dentro de um contexto de sociedade. Uma pessoa que hoje não sabe ler, não sabe escrever, fica longe, até mesmo, do meio da tecnologia em que a gente está [inserido] hoje, do contexto da sociedade”, complementou.

 

Para Maria, Fátima, José e tantos outros participantes, a educação é a chave para a qualidade de vida. Tanto que todos os que foram entrevistados incentivaram os filhos a estudarem por isso.  Agora, são os filhos que os incentivam em busca da alfabetização. 

 

Em busca de uma vida melhor para Maria Aparecida, que se alegrou ao conseguir passar o último final do ano com R$ 120 no bolso, conquistados após trabalhar até os pés incharem, criarem bolhas e sangrarem. 

 

Em busca da vida melhor para José, que sonha em deixar de “vagar na escuridão” do analfabetismo, e para Fátima, que “se Deus der a vida”, fará o EJA e voltará a trabalhar, mas alfabetizada. 

 

 

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Victor Ostetti/MidiaNews

José Miranda

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Aula do projeto Mixurum no bairro Jardim Umuarama

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Victor Ostetti/MidiaNews

Material do Projeto Muxirum

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