A posse de Otaviano Pivetta (Republicanos) como novo governador de Mato Grosso na terça-feira (31), pela Assembleia, após a renúncia de Mauro Mendes (União), que deixou o cargo para disputar o Senado, foi o principal destaque da semana.
A sessão foi conduzida pelo presidente da Casa, Max Russi (Podemos), que oficializou a vacância e a transição de comando no Executivo estadual.
Durante a cerimônia, Mendes destacou a confiança no sucessor, a quem chamou de “amigo” e “companheiro”, afirmando deixar o Governo com “consciência tranquila”.
Em seu primeiro discurso como governador, Pivetta se emocionou, citou a mãe e afirmou que pretende dar continuidade à gestão anterior. Ele defendeu a responsabilidade no exercício do poder e disse que sua prioridade será trabalhar em benefício da população mato-grossense.
Outro destaque foi o anúncio de Pivetta sobre as mudanças do secretariado. O governador colocou novos nomes para as secretarias de Fazenda, Saúde e Casa Civil. As alterações fazem parte de uma reorganização administrativa inicial da nova gestão.
Na Fazenda, Fábio Pimenta substitui Rogério Gallo; na Saúde, Juliano Mello assume no lugar de Gilberto Figueiredo. Para a Casa Civil, Adjaime Ramos ocupa o cargo interinamente até 16 de abril, quando Mauro Carvalho deve assumir definitivamente.
Segundo o governador, as escolhas foram pautadas por critérios técnicos, destacando a experiência e o desempenho dos novos secretários dentro das próprias pastas. Ele afirmou estar confiante na equipe e adiantou que novos anúncios devem ocorrer nos próximos dias.
Posse de Otaviano Pivetta
A Assembleia Legislativa deu posse oficialmente a Otaviano Pivetta (Republicanos) no cargo de governador do Estado, durante sessão realizada na tarde de terça-feira (31). A mudança ocorre após o governador Mauro Mendes (União) renunciar para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições deste ano.
Victor Ostetti/MidiaNews
Pivetta assume como governador de Mato Grosso
A cerimônia foi conduzida pelo presidente da Casa, deputado Max Russi (Podemos), que leu a carta de renúncia de Mendes e oficializou a vacância definitiva do cargo. Durante a sessão, o ex-governador relembrou sua trajetória entre 2019 e 2026, citou avanços da gestão e fez elogios a Pivetta.
Mauro Mendes foi o primeiro a discursar e agradeceu aos deputados estaduais pela parceria ao longo de quase oito anos de governo. Ele chamou Pivetta de “amigo” e “companheiro de muitas jornadas” e afirmou estar tranquilo com a transição, destacando confiança nas qualidades e competências do sucessor.
O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, José Zuquim Nogueira, ressaltou a trajetória pública e a experiência administrativa de Pivetta, além de sua atuação como vice.
Já o presidente da Assembleia, Max Russi, fez um balanço da gestão anterior, apontando avanços em áreas como Infraestrutura, Educação, Saúde e responsabilidade fiscal. Ele afirmou que a posse simboliza compromisso com a Constituição e garantiu apoio, diálogo e fiscalização do Legislativo ao novo governador.
Em seu primeiro discurso, Pivetta afirmou que dará continuidade à gestão e prometeu dedicação à população. Emocionado, ele chorou ao lembrar da mãe e destacou a responsabilidade no exercício do poder.
“Estou com meu coração pleno de alegria e de emoção. Falei hoje de manhã para o nosso time todo que o poder só existe na proporção da responsabilidade. Poder sem responsabilidade não é poder. O único poder que me interessa é o de fazer. De fazer o bem para o povo mato-grossense”, disse.
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Novo secretariado
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) anunciou, na quarta-feira (1º), parte dos novos secretários do primeiro escalão do Governo, com definições para as pastas de Fazenda, Saúde e Casa Civil. As mudanças marcam o início da reorganização administrativa da nova gestão.
Otaviano Pivetta e novos secretários
Na Secretaria de Fazenda, Rogério Gallo deixou o cargo e foi substituído por Fábio Pimenta, que já atuava como adjunto. Na Saúde, Gilberto Figueiredo saiu para a entrada de Juliano Mello, também oriundo da equipe técnica da própria Pasta.
Na Casa Civil, Fábio Garcia deixou a função e o cargo passou a ser ocupado temporariamente por Adjaime Ramos de Souza, que era secretário adjunto. Ele permanecerá até o dia 16 de abril, quando Mauro Carvalho assumirá definitivamente a pasta.
Segundo Pivetta, as escolhas foram baseadas em critérios técnicos, destacando a experiência de Pimenta e Mello ao lado dos antigos secretários. O governador afirmou que ambos são servidores de carreira que se destacaram pela competência, seriedade, responsabilidade e honestidade.
“Dois técnicos e servidores de carreira do Estado do Mato Grosso, que se destacaram ao longo dos últimos anos pela competência, seriedade, responsabilidade e honestidade”, afirmou.
Ele também demonstrou confiança nos novos integrantes do Governo, afirmando que o conjunto de atributos dos indicados traz tranquilidade para que assumam as funções.
Pivetta ainda informou que outros nomes serão anunciados nos próximos dias, de forma parcelada.
Entre as próximas definições estão as secretarias de Educação, Segurança Pública, Ciência, Tecnologia e Inovação, além do representante em Brasília. O governador também disse que ainda irá discutir o nome do líder do Governo na Assembleia Legislativa.
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Funcionárias denunciam assédio no HCanMT
Funcionárias da equipe de higienização do Hospital de Câncer de Mato Grosso denunciaram, por meio de cartas, episódios recorrentes de assédio moral e tratamento abusivo por parte de superiores. Segundo os relatos, o ambiente de trabalho é marcado por gritos, humilhações e pressão constante.
Uma das colaboradoras afirmou que os líderes adotam postura agressiva no dia a dia, com gritos e intimidação, gerando medo entre as funcionárias. Outra relatou que a forma de tratamento tem causado sofrimento emocional, deixando as profissionais oprimidas, tristes e até depressivas.
“A forma como nosso coordenador nos trata, com palavras e atitudes dentro e fora da sala dele, dói. Nos deixa oprimidas, tristes, desanimadas e até mesmo depressivas”, afirmou.

De acordo com os depoimentos, situações de grosseria ocorrem até nos corredores do hospital. As funcionárias também apontam restrições no ambiente de trabalho, como dificuldade para fazer lanches e até impedimentos de manter vínculo com outros profissionais.
As denúncias incluem ainda exposição em grupos internos, com críticas e cobranças públicas sobre a limpeza. As trabalhadoras afirmam que há monitoramento constante, ameaças de advertência e sobrecarga, além de pressão para que peçam demissão caso estejam insatisfeitas.
“Ficam tirando fotos de banheiro com fezes no vaso e colocam no grupo, falando que não estamos trabalhando, que o hospital está uma imundice. Não é verdade, pois sempre teve união, trabalho, competência e determinação”, afirmou uma delas, em sua carta.
Em relatos, as funcionárias destacam a rotina exaustiva e as dificuldades para chegar ao trabalho, além do desgaste emocional crescente. Apesar de dizerem que gostavam do emprego, afirmam estar desanimadas e fazem apelo à administração por providências contra os supervisores.
Em nota, o Hospital de Câncer de Mato Grosso informou que, ao tomar conhecimento das denúncias, adotou medidas necessárias e reforçou que não compactua com assédio. A instituição destacou práticas de gestão, apoio psicológico, atuação da Ouvidoria e auditorias regulares.
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Jovem é morta por ex-namorado
jovem Mariana Bittencourt Santana, de 19 anos, foi morta a tiros pelo ex-namorado, Agricele Teixeira de Miranda, em uma propriedade rural de Porto dos Gaúchos, na manhã de domingo (29). Após o crime, o homem tirou a própria vida com um disparo na cabeça.
De acordo com o boletim de ocorrência, os dois mantiveram um relacionamento por cerca de quatro anos e estavam separados havia dois meses. O pai da vítima relatou que foi até o local com a esposa e a filha, a pedido de Agricele, para que Mariana retirasse seus pertences da residência.
No imóvel, a mãe e a jovem entraram para recolher os objetos, enquanto o pai permaneceu do lado de fora. Em seguida, ele ouviu disparos e, ao se aproximar, viu Agricele armado, recuando e saindo para buscar ajuda.
Agricele se matou com um tiro na região da cabeça após o crime. A mãe da jovem presenciou a cena.
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Zuquim defende reajuste para magistrados
O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), desembargador José Zuquim Nogueira, defendeu a necessidade de reajuste na remuneração dos magistrados em meio às discussões sobre os chamados “penduricalhos”. Segundo ele, há uma defasagem salarial acumulada ao longo dos anos.
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Presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), desembargador José Zuquim Nogueira
Zuquim afirmou que não houve os reajustes necessários e que este é o momento de discutir possíveis correções. Ele destacou ainda que o Judiciário aguarda regramentos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
“Nós estamos aguardando os regramentos que virão dos conselhos, tanto do Conselho Nacional de Justiça, como do Conselho Nacional do Ministério Público, para que possamos sentar e organizar não só administrativamente, também financeiramente”, afirmou.
Os chamados “penduricalhos” incluem adicionais como gratificação por acúmulo de função, auxílios diversos e outros benefícios. Um levantamento da Plataforma Justa em parceria com a República.org apontou que instituições de Justiça em Mato Grosso receberam R$ 464 milhões em créditos adicionais em 2024.
Os dados colocam o Estado entre os cinco do país com maior volume de recursos extras pagos. Entre os casos polêmicos, está o bônus de R$ 10 mil conhecido como “vale-peru”, que acabou sendo devolvido por determinação do CNJ.
Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) fixou um limite de 35% do teto constitucional para o pagamento dessas verbas indenizatórias, o que pode representar até R$ 16,2 mil. Enquanto não há lei específica, CNJ e CNMP criaram um grupo de trabalho para acompanhar a aplicação das regras.
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Tião da Zaeli anuncia renúncia de cargo
O vice-prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli (PL), afirmou que irá renunciar ao cargo e classificou a decisão como irreversível. Ele disse que comunicaria o partido e apresentaria a carta de renúncia, destacando que será difícil voltar atrás.
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Tião da Zaeli renuncia cargo em Várzea Grande
Segundo Tião, a saída não é motivada por exigência legal, já que ele poderia permanecer no cargo para disputar outros postos. A decisão, conforme afirmou, ocorre por não ver mais motivos para continuar na gestão da prefeita Flávia Moretti (PL), com quem rompeu politicamente após divergências administrativas.
“Sim, irei renunciar. A minha decisão está tomada, mas estarei comunicando o partido hoje. Isso não era para ter vazado antes de eu conversar com o PL, mas a decisão está tomada. Agora vou conversar com o partido. Vai ser bem difícil voltar atrás”, disse.
O vice-prefeito declarou que as promessas feitas durante a campanha de 2024 não foram cumpridas e que se sente “enganado”.
Tião apontou como estopim do rompimento a nomeação de Silvio Fidelis para a Secretaria de Governo. Segundo ele, a decisão de trazer um nome ligado à gestão anterior marcou o fim de sua ligação com a administração municipal.
“O que nós conversamos com o eleitor não se concretizou e eu não tenho por que continuar em um projeto no qual também fui enganado. Não tenho mais relação com ela [Flávia]. A partir do momento em que ela trouxe o secretário de governo do Kalil para ‘governar’ a Prefeitura, deixei de ter qualquer relação com ela”, afirmou.
Sobre o futuro político, Zaeli descartou, por enquanto, disputar uma vaga na Assembleia Legislativa e afirmou que pretende focar na eleição para a presidência da Fecomércio-MT, prevista para maio.
O vice-prefeito também vinha fazendo críticas públicas à gestão nas últimas semanas, citando a perda de espaço na administração, como mudanças em secretarias e cargos ocupados por aliados.
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Homem tem prisão revogada para exercer guarda de filha
Preso por dívida de pensão alimentícia com base em mandado expedido em 2021, um pai conseguiu na Justiça a revogação da prisão após comprovar que a execução já estava extinta e que passou a exercer a guarda da filha, assumindo integralmente seu sustento após a morte da mãe.
A decisão foi tomada por unanimidade pela Quinta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que concedeu habeas corpus. O homem havia sido preso em dezembro de 2025, em cumprimento a um mandado expedido em abril de 2021.
A defesa argumentou que a prisão se tornou ilegal após o falecimento da mãe da criança, em julho de 2023. Desde então, segundo os autos, a filha passou a viver com o pai, que assumiu diretamente sua criação e manutenção.
Relator do caso, o desembargador Marcos Regenold Fernandes destacou que a prisão civil por dívida alimentar tem caráter coercitivo, voltado a forçar o pagamento, e perde a legitimidade quando deixa de cumprir essa finalidade.
O colegiado reconheceu que a execução foi extinta ainda em 2021 e que houve a chamada “confusão” entre credor e devedor, o que extingue a obrigação. A decisão também apontou que manter a prisão prejudicaria o interesse da criança, ao afastá-la de quem atualmente garante seu sustento.
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