O Conselho Especial de Justiça para o Exército condenou, por unanimidade, o coronel reformado Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, réu pelo homicídio do advogado Roberto Zampieri, em Cuiabá, a 2 anos de reclusão e 10 meses de detenção por publicações feitas em redes sociais. A sentença foi proferida em 11 de dezembro de 2025, em Juiz de Fora (MG).
De acordo com a decisão, o militar utilizou perfis ligados à chamada “Frente Ampla Patriótica” para veicular mensagens que estimularam a desobediência civil e militar, além de ataques às Forças Armadas. As manifestações demonstraram descontentamento com o resultado das eleições presidenciais de 2022 e com a atuação do Exército Brasileiro no período.
Na análise do crime de incitamento, a Justiça destacou falas que sugeriam o descumprimento de normas internas e a quebra da hierarquia e da disciplina. O colegiado também reconheceu a prática de ofensa às Forças Armadas e de difamação, em razão de críticas dirigidas ao Alto Comando e ao Comandante do Exército.
A defesa alegou que as publicações estavam amparadas pela liberdade de expressão e questionou a aplicação da legislação militar ao uso de meios eletrônicos. No entanto, os argumentos foram rejeitados, sob o entendimento de que militares, mesmo na reserva, estão sujeitos aos princípios da hierarquia e disciplina.
Etevaldo está preso no 44º Batalhão de Infantaria Motorizado, em Cuiabá.
Entre no grupo do MidiaNews no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).