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18.04.2024 | 09h00 Tamanho do texto A- A+

Delegado é gravado falando sobre divisão de suposta propina

Geordan Fontenelle e o investigador Marcos Paulo Angeli foram presos em operação

Montagem/MidiaNews

Da esquerda para direita, o delegado Geordan Fontenelle e o investigador Marcos Angeli (no detalhe)

Da esquerda para direita, o delegado Geordan Fontenelle e o investigador Marcos Angeli (no detalhe)

THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

O delegado Geordan Fontenelle e o investigador Marcos Paulo Angeli, presos nesta quarta-feira (17) na Operação Diaphthora, negociaram R$ 15 mil para devolver uma caminhonete Ford Ranger a uma pessoa vítima de golpe do falso intermediário.

 

A informação consta na decisão da juíza Paula Tathiane Ribeiro, da 2ª Vara Criminal de Peixoto de Azevedo, que autorizou a prisão dos acusados.

 

Eles são suspeitos de montar um “gabinete do crime” dentro da delegacia de Peixoto de Azevedo, com o objetivo de arrecadar propina. O esquema teria sido arquitetado e comandado pelo delegado.

 

Escuta ambiental de áudio registrou a conversa que eles tiveram quando acertaram o valor a ser cobrado da vítima. O carro estaria no nome de outra pessoa e, por isso, ficou apreendido na delegacia.

 

Em um dos diálogos gravados, Marcos diz para Geordan que a vítima entrou em contato pedindo a liberação do veículo mediante o desembolso de um “dinheirinho”. Os dois chegam a dar gargalhadas e acertam o valor de R$ 15 mil.

 

Na conversa, eles usam o termo em inglês "fifty, fifty", que significa meio a meio em português. 

 

Veja:

 

 

 

Na conversa, Geordan ainda expressa cautela na condução do "negócio", fazendo referência a um delegado da cidade de Palmas (TO), que teria sido preso após cair numa  "armadilha".

 

Veja: 

 

A operação

 

De acordo com a Corregedoria-Geral da Polícia Civil, as investigações iniciaram após denúncias recebidas no Núcleo de Inteligência, que apontavam o envolvimento de policiais civis, advogado e garimpeiros da região de Peixoto de Azevedo em situações como a solicitação de vantagens indevidas, advocacia administrativa e ainda o assessoramento de segurança privada pela autoridade policial, caracterizando a formação e uma associação criminosa no município.

 

Com o aprofundamento das investigações foram identificados os servidores envolvidos no esquema. Segundo a Corregedoria da Polícia Civil, o delegado seria mentor e articulador. 

 

O delegado e o investigador são acusados de solicitar o pagamento de vantagens indevidas para liberação de bens apreendidos; exigiam pagamento de “diárias” para hospedagem de presos no alojamento da delegacia e, ainda, pagamentos mensais sob a condição de decidir sobre procedimentos criminais em trâmite na unidade policial.

 

Leia mais: 

 

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