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14.12.2022 | 08h10 Tamanho do texto A- A+

Grávida, líder de facção cita inchaço e juiz retira tornozeleira

Decisão do juiz Jean Garcia de Freitas impõe que ela terá que recolar o equipamento após o parto

Alair Ribeiro/TJMT

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, que assina a decisão

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, que assina a decisão

DA REDAÇÃO

A Justiça determinou a retirada da tornozeleira eletrônica de Tamiris Heck, acusada de ser uma das líderes do Comando Vermelho na região do Vale do Araguaia, por desconfortos que vem sofrendo no estágio final da gravidez. Ela terá que recolocar o equipamento após o parto. 

 

A decisão é assinada pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e foi publicada na terça-feira (13). 

 

Em setembro, o magistrado converteu a prisão preventiva dela em domiciliar.

 

O Ministério Público Estadual (MPE) se manifestou contra o pedido da acusada para tirar a tornozeleira.

 

No pedido, Tamiris disse que tem sofrido dores, desconfortos e inchaços em virtude do uso do equipamento e apresentou exames comprovando o atual estado de saúde.

 

Na decisão, o juiz disse “que o interesse estatal em punir e acautelar a ordem pública não pode suplantar de todo as garantias individuais relativas à integridade física da ré”.

 

“Vê-se que a acusada tem apresentado inchaços, dores e desconfortos em razão da utilização da tornozeleira eletrônica durante os estágios finais da gravidez, situação singular devidamente comprovada por meio de fotografias e laudos médicos”, escreveu o magistrado.

 

“Assim, a fim de evitar maiores complicações, defiro parcialmente o pleito defensivo para revogar o monitoramento eletrônico tão somente até a semana subsequente ao parto, após o que a ré deverá apresentar-se imediatamente para recolocação da tornozeleira, permanecendo advertida de que o descumprimento desta condição implicará na sua prisão”, acrescentou.

 

Líder da facção

 

Tamiris foi alvo da Operação 10º Mandamento, deflagrada pela Polícia Civil em 2018.

 

As investigações apontaram que ela seria uma das líderes do Comando Vermelho, na região do Vale do Araguaia.

 

Segundo as investigações, Tamiris exercia a função de “disciplina” e “gerente” da facção. Dados extraídos do aparelho celular apreendido em posse dela demonstraram o envolvimento em diversos crimes praticados no interesse da facção Comando Vermelho.

 

Ela já possui condenação pelos delitos de tráfico e associação para o tráfico de drogas, receptação e corrupção de menores.

 

 

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