Cuiabá, Quinta-Feira, 15 de Janeiro de 2026
MORTA A FACADAS
15.01.2026 | 07h55 Tamanho do texto A- A+

Juiz manda assassino de servidora ser julgado por júri em MT

Feminicídio ocorreu em Novo Santo Antônio em 2025; juiz manteve a prisão preventiva do acusado

Reprodução

Justiça de São Félix do Araguia manteve prisão de Calil Moreira (no detalhe)

Justiça de São Félix do Araguia manteve prisão de Calil Moreira (no detalhe)

ANDRELINA BRAZ
DA REDAÇÃO

O juiz Luís Otávio Tonello dos Santos, da Comarca de São Félix do Araguaia, manteve a prisão preventiva de Calil Moreira Nunes, acusado de matar a facadas a servidora Maquiane de Brito Arruda, de 28 anos, em Novo Santo Antônio. Ele ainda pronunciou para julgamento pelo Tribunal do Júri.

 

Da análise das provas, conclui-se que há indícios necessários para submissão do acusado ao Tribunal do Júri

Calil foi preso no dia 5 de setembro de 2025, após ser acusado de assassinar a ex-companheira com golpes de faca de açougueiro.

  

Diante de denúncia do Ministério Público, que apontou o crime como feminicídio, a defesa de Calil pediu a desclassificação do crime para homicídio simples, alegando “ausência de indícios suficientes de autoria qualificada e de dolo específico”, bem como a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares.

 

O juiz, no entanto, afirmou que a materialidade do crime está comprovada pelo laudo de necropsia, que apontou múltiplas lesões na vítima, demonstrando os diversos golpes de faca.

 

O magistrado também citou os depoimentos de um policial militar e da mãe da vítima, que indicam que Calil conhecia a rotina de Maquiane e foi à residência dela com uma faca de açougueiro em mãos.

 

“Desta feita, da análise das provas contidas nos autos, conclui-se que os indícios de autoria necessários para submissão do acusado ao julgamento pelo Tribunal do Júri, pelo delito de feminicídio contra a vítima Maquiane de Brito Arruda, encontram-se suficientemente demonstrados”, diz trecho do documento.

 
“Eventual inconformismo defensivo quanto à tipificação atribuída ao acusado deverá ser analisado sob o prisma da adequação típica, da existência de justa causa ou da prova da materialidade e autoria, perante o Tribunal do Júri, e não por meio de pedido manifestamente incabível de exclusão de qualificadoras inexistentes”, afirmou o magistrado.

 

O feminicídio

 

A servidora pública Maquiane foi morta a golpes de faca no dia 28 de agosto de 2025, na residência em que morava com a mãe e duas filhas, em Novo Santo Antônio (943,2 km de Cuiabá).

 

Segundo a investigação policial, Maquiane e Calil estavam separados desde outubro de 2023, período em que a vítima solicitou medidas protetivas de urgência, revogadas em julho de 2024.

 

No dia do crime, Maquiane e Calil haviam discutido por mensagens de texto sobre o pagamento de pensão alimentícia das filhas do casal. Por volta das 21h, Calil foi até a residência dela portando uma faca de açougueiro.

 

Ao perceber a presença do homem, a mãe da vítima relatou que Maquiane não estava no local, mas Calil a empurrou e entrou na residência. Maquiane tentou fugir, mas foi abordada por Calil, que desferiu os golpes de faca.

 

Após o crime, Calil fugiu e foi preso dias depois.

 

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