A Justiça proibiu a transmissão em tempo real do julgamento dos irmãos Romero Xavier Mengarde e Rodrigo Xavier Mengarde, réus pela morte da empresária Raquel Maziero Cattani, filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL).
O Tribunal do Júri acontece no dia 22 de janeiro e será presidido pela juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski, da 3ª Vara da Comarca de Nova Mutum (a 242 km ao norte de Cuiabá).
Somente a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) poderá gravar áudio e vídeo da sessão. Esse material será disponibilizado depois aos demais veículos.
Não será permitido o trabalho jornalístico dentro do plenário. Informações sobre o andamento da sessão só poderão ser repassadas fora do ambiente interno, por meio de ligações ou registros externos.
A capacidade de público externo do plenário é limitada a 60 pessoas, conforme orientação do Corpo de Bombeiros. Por isso, o acesso do público e da imprensa será controlado, e o uso de aparelhos eletrônicos será restrito. As medidas buscam garantir segurança, ordem, imparcialidade dos jurados e respeito à dignidade da vítima.
A imprensa terá 10 vagas, sendo permitido um representante por veículo. O credenciamento deve ser solicitado até as 14h do dia 20 de janeiro de 2026, pelo e-mail [email protected]. Se houver mais pedidos do que vagas, será feito sorteio pela assessoria de imprensa do TJ.
Proibição de celulares e eletrônicos
Está proibido o uso de celulares, notebooks, gravadores e outros aparelhos eletrônicos dentro do plenário. A regra vale para todos, exceto magistrada, advogados, servidores e demais profissionais que atuam diretamente no processo. O controle será feito pela Polícia Militar, com uso de detectores de metal.
A decisão também proíbe manifestações públicas de autoridades durante o julgamento, para evitar interferências e garantir a imparcialidade dos jurados. O acesso ao saguão será permitido apenas a pessoas previamente autorizadas.
A segurança será reforçada pela Polícia Militar e pela Coordenadoria Militar do TJ. As medidas buscam assegurar a transparência do julgamento, sem comprometer a ordem dos trabalhos e nem a imagem e a intimidade da vítima.
Acesso do público
Vinte e cinco vagas serão reservadas para familiares e pessoas próximas da vítima e dos réus. Para que essas vagas sejam ocupadas, as partes devem encaminhar ao gabinete uma relação contendo o nome completo, CPF e a indicação do vínculo, que deve ser acompanhada da devida comprovação do grau de parentesco ou proximidade. Essa documentação deve ser enviada pelas partes impreterivelmente até as 14h do dia 20 de janeiro de 2026.
Para o público em geral, foram reservadas 25 vagas. As inscrições devem ser feitas até as 14h de 20 de janeiro de 2026, pelo WhatsApp (66) 99205-8999. Caso o número de interessados seja maior que o de vagas, também haverá sorteio.
O caso
Raquel, que era produtora rural, foi assassinada a facadas em sua própria residência, no dia 18 de julho de 2024. Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), Rodrigo, seu ex-cunhado, é acusado de ser o autor dos golpes, ao passo em que o ex-marido dela, Romero, seria o autor intelectual do crime.
Raquel e Romero estavam em processo de divórcio e tinham um casal de filhos, fruto dos nove anos de casamento. Conforme a denúncia, no dia do homicídio Romero levou Rodrigo até as proximidades da propriedade de Raquel, no assentamento Pontal do Marape, onde o deixou escondido.
Após isso, ele passou na casa da ex-esposa para buscar as crianças, almoçou na casa do deputado Cattani, ocasião em que chorou na frente dos familiares da vítima para forjar uma tristeza pela separação. Depois, ainda conforme as investigações, ele levou os filhos para Tapurah a fim de criar o álibi e afastá-los do crime planejado.
Durante a tarde do dia 18 de julho, ele chamou algumas pessoas com quem não tinha muita convivência para beber e assar carne. No período da noite, foi a três boates em Tapurah para reforçar o álibi de que estaria da cidade e, assim, não seria considerado o principal suspeito.
Já em Nova Mutum, Rodrigo ficou à espreita da vítima até ela chegar ao sítio, por volta das 20 horas. Assim que Raquel chegou, ela foi esfaqueada até a morte. Para tentar forjar um latrocínio, o assassino revirou a casa da vítima, quebrou objetos e roubou itens pessoais dela e sua motocicleta. De acordo com a Polícia, o assassino descartou o veículo e o celular de Raquel em um rio em Lucas do Rio Verde.
Rodrigo foi preso no dia 24 de julho, em sua casa, momento em que confessou ter recebido R$ 4 mil para cometer a execução. Romero foi preso horas depois, dentro da casa do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), em Nova Mutum.
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1 Comentário(s).
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| Ana 14.01.26 09h45 | ||||
| PENA DE MORTE PRA FEMINICÍDIO | ||||
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