Cuiabá, Sexta-Feira, 3 de Abril de 2026
CRIME E DÍVIDA
15.05.2024 | 10h30 Tamanho do texto A- A+

Juiz manda confiscar caminhonete de pecuarista presa por execuções

Inês Gemilaki deixou de pagar o carro em fevereiro e cooperativa de MT pediu a apreensão

Reprodução

Momento em que Inês Gemilaki ri para a câmera de segurança do imóvel

Momento em que Inês Gemilaki ri para a câmera de segurança do imóvel

LIZ BRUNETTO
DA REDAÇÃO

A Justiça de Mato Grosso concedeu liminar de busca e apreensão contra a pecuarista Inês Gemilaki, acusada de matar duas pessoas e de tentar matar outras duas em Peixoto de Azevedo. 

Para a comprovação da mora nos contratos garantidos por alienação fiduciária, é suficiente o envio de notificação extrajudicial ao devedor

 

A ação foi movida pela cooperativa de crédito Sicredi Norte MT, por uma inadimplência de Inês no financiamento de uma caminhonete Ranger, modelo 2021. 

 

A decisão é do juiz João Zibordi Lara, da Segunda Vara da Comarca de Peixoto de Azevedo. 

 

A cooperativa alega que concedeu o financiamento no valor de R$ 134,8 mil, que seriam pagos em oito prestações. Inês, no entanto, não cumpriu com as obrigações a partir de fevereiro de 2024.

 

O crime aconteceu no dia 21 de abril, portanto, à época, ela ainda estava em liberdade. Inês foi presa, junto com o filho, o médico Bruno Gemilaki Dal Poz, somente em 23 de abril. 

 

O documento cita uma notificação extrajudicial como prova do não pagamento, conforme jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 

“Para a comprovação da mora nos contratos garantidos por alienação fiduciária, é suficiente o envio de notificação extrajudicial ao devedor no endereço indicado no instrumento contratual, dispensando-se a prova do recebimento, quer seja pelo próprio destinatário, quer por terceiros”, afirmou o magistrado. 

 

O juiz concedeu, então, a liminar de busca e apreensão do veículo e ordenou a expedição de um mandado para o cumprimento. 

 

Inês tem até cinco dias para pagar a dívida e, assim, poder recuperar o veículo, caso contrário a propriedade passará para a cooperativa.

 

A caminhonete é a mesma usada pela família na fuga, logo após o crime. Ela foi apreendida no dia 27 de abril e hoje está em poder da Polícia. 

O crime

 

Na tarde do dia (21), em meio a uma confraternização, Inês, Bruno e o cunhado da pecuarista Eder Gonçalves Rodrigues, também preso pelo crime, invadiram a residência no Bairro Alvorada e mataram duas pessoas. 

 

O crime foi filmado por câmeras de segurança, e as imagens mostram Inês portando um revólver, enquanto seu filho, o médico Bruno, segura uma espingarda.

 

Morreram no crime os idosos Pilson Pereira da Silva e Rui Luiz Bogo e sobreviveram ao ataque Enerci Afonso Lavall, alvo principal da família, e o padre José Roberto Domingos, que levou um tiro na mão.

 

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Graci Miranda   15.05.24 11h11
Esse Juiz é Bom 🔎não pode dar moleza para monstros .
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