Cuiabá, Sábado, 14 de Fevereiro de 2026
CASO ABSURDO
13.02.2026 | 15h25 Tamanho do texto A- A+

Juiz torna policial réu por estupro de detenta em delegacia de MT

Manoel Batista da Silva foi preso no dia 1º de fevereiro; exames periciais confirmarem o abuso sexual

Yasmin Silva/MidiaNews

O investigador Manoel Batista da Silva (detalhe), que virou réu

O investigador Manoel Batista da Silva (detalhe), que virou réu

LARISSA AZEVEDO
DA REDAÇÃO

A Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) e tornou réu o investigador da Polícia Civil, Manoel Batista da Silva, de 52 anos, acusado de estuprar uma detenta dentro da Delegacia de Sorriso (398 km de Cuiabá), em dezembro do ano passado.

 

Ele vai responder pelos crimes de estupro e abuso de autoridade. 

 

A decisão foi assinada pelo juiz Arthur Moreira de Albuquerque, da 2ª Vara Criminal de Sorriso. O processo está em segredo de Justiça. 

 

Manoel foi preso no dia 1º de fevereiro e encaminhado para a Cadeia Pública de Chapada dos Guimarães.

 

Em entrevista ao Domingo Espetacular, da RecordTV, a vítima afirmou que foi estuprada quatro vezes entre a noite do dia 9 e a madrugada e manhã do dia 10 de dezembro, dentro da sala de alojamento da delegacia, usada para o descanso dos policiais.

 

Conforme ela, os abusos foram cometidos enquanto ela ainda estava algemada e sob a mira de uma arma. 

 

A investigação 

 

investigação teve início na primeira quinzena de dezembro de 2025, após requisição do Ministério Público noticiando que a mulher, presa temporariamente por homicídio, teria sido abusada sexualmente por um policial civil enquanto estava custodiada na unidade.

 

Diante da gravidade das informações, foi imediatamente instaurado inquérito para apuração dos fatos. No curso das investigações, foram realizadas oitivas de outras detentas, que compartilhavam cela com a vítima, e dos policiais plantonistas, inclusive do servidor apontado como suspeito.

 

Além disso, foram requisitados exames periciais, dentre eles o confronto do material genético do investigado com o material biológico coletado da vítima.

 

O resultado pericial indicou compatibilidade genética, razão pela qual a Delegacia de Sorriso representou pela prisão preventiva do servidor, bem como pela expedição de mandado de busca e apreensão e pela quebra de sigilo de dados telefônicos.

 

A Corregedoria Geral da Polícia Civil também instaurou um procedimento administrativo disciplinar contra o investigador para as devidas providências legais que o caso requer.

 

 

 

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