Cuiabá, Sexta-Feira, 30 de Janeiro de 2026
"SEXTORSÃO" EM CUIABÁ
30.01.2026 | 14h50 Tamanho do texto A- A+

Justiça mantém prisão de acusado de gravar e extorquir gays

Rudson William foi preso na quinta-feira (29) pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO)

Reprodução

Justiça constatou legalidade e manteve prisão de golpista Rudson Willian (no detalhe)

Justiça constatou legalidade e manteve prisão de golpista Rudson Willian (no detalhe)

ANDRELINA BRAZ
DA REDAÇÃO

A Justiça de Mato Grosso manteve a prisão de Rudson William da Silva, acusado de cometer uma série de extorsões contra homens homossexuais em Cuiabá.

 

Rudson foi preso na quinta-feira (29) próximo à Rodoviária da Capital pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), por meio de um mandado de prisão preventiva decretado pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá.

 

De acordo com o Tribunal de Justiça, ainda na quinta-feira o investigado passou por audiência de custódia, ocasião em que o juiz Cássio Leite de Barros Netto, do Gabinete 3 do Núcleo do Juízo das Garantias Regional de Cuiabá, confirmou as condições da prisão e comunicou o cumprimento do mandado ao juízo de origem, o Gabinete 1 do Juízo das Garantias, responsável pela condução do processo.

 

Ainda segundo o TJ, o Gabinete 1, sob jurisdição da juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, informou que o caso tramita sob sigilo, razão pela qual não é possível prestar outras informações no momento.

 

A prisão

 

A prisão foi decretada após uma série de denúncias de vítimas que relataram extorsões praticadas pelo suspeito por meio de aplicativos de conversas on-line.

 

Após estabelecer diálogos de cunho sexual e íntimo por meio dos aplicativos Skokka, Bate-Papo UOL e Grindr, o investigado passava a ameaçar as vítimas com o objetivo de extorquir dinheiro, prática conhecida como “sextorsão”.

 

Segundo o delegado da Polícia Civil, Antenor Junior Pimentel Marcondes, Rudson tinha como alvo principal homens casados ou pessoas que apresentassem algum tipo de vulnerabilidade que pudesse ser explorada.

 

“Ele se aproveitava de qualquer vulnerabilidade. Se fosse casado, se fosse uma foto íntima… Ele explorava essa questão íntima para extorquir a vítima”, afirmou o delegado em entrevista ao programa SBT Comunidade.

 

Até o momento, sete vítimas já foram identificadas, mas a Polícia Civil acredita que outras ainda possam existir.

 

Além do mandado de prisão, a Justiça autorizou ordens judiciais de busca e apreensão domiciliar, quebra de sigilo telemático e o bloqueio de valores de até R$ 40 mil.

 

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