O Ministério Público Estadual (MPE) apresentou no Tribunal do Júri mensagens que comprovariam que Romero Xavier Mengarde foi o mandante do assassinato da ex-mulher, a empresária Raquel Maziero Cattani, filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL).
O caso é julgado nesta quinta-feira (22), em Nova Mutum, e envolve também o irmão de Romero, Rodrigo Xavier Mengarde, réu confesso pelo crime.

Segundo o promotor de Justiça João Marcos de Paula Alves, após quase oito anos sem contato, Romero teria enviado ao irmão, em 4 de julho de 2024, a seguinte mensagem por meio do WhatsApp: “Vamos lá matar minha ex-mulher”. A acusação sustenta que a conversa evidencia a premeditação e a união de vontades entre os dois para a execução do homicídio.
Raquel foi assassinada a facadas em sua chácara, localizada no Pontal do Marape, zona rural de Nova Mutum, no dia 18 de julho de 2024.
O promotor também citou uma mensagem no dia anterior ao assassinato, em que Romero oferece um “serviço” ao irmão, que, conforme as investigações, tratava-se da morte da ex-esposa.
“As investigações demonstram que Romero pagou ao Rodrigo o valor de quatro mil reais para que ele executasse esse serviço”, afirmou o promotor durante a sustentação.
O representante do Ministério Público também ressaltou que a versão apresentada por Romero em seu depoimento, se analisada de forma isolada, poderia levar o público a uma conclusão equivocada.
Alair Ribeiro/TJ-MT
Os irmãos Romero e Rodrigo Xavier Mengarde, que estão sendo julgados pelo Tribunal do Júri
“Quem só ouvir a versão do Romero sai com ele aqui abraçado”, disse o promotor.
Romero negou ser o mandante do crime e sugeriu que o próprio irmão teria cometido o assassinato por “raiva” dele, sem, contudo, apresentar qualquer explicação plausível para tal motivação.
A promotor ainda contestou o álibi apresentado por Romero, apontando que ele teria enviado, antes e durante o assassinato de Raquel, diversas imagens e vídeos no grupo de WhatsApp da família, com o objetivo de simular normalidade e afastar suspeitas sobre sua participação no crime.
Por fim, o Ministério Público anunciou o pedido de condenação de ambos os réus pelo crime de homicídio quadruplamente qualificado e, especificamente em relação a Rodrigo, também pelo furto.
Ainda não há uma previsão para a conclusão do julgamento.
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