Cuiabá, Quinta-Feira, 22 de Janeiro de 2026
CASO RAQUEL CATTANI
22.01.2026 | 18h35 Tamanho do texto A- A+

MPE cita mensagem de réu ao irmão: “Vamos lá matar minha ex-mulher”

Promotor sustentou que a conversa evidencia a união dos dois para a execução do homicídio

Alair Ribeiro/TJMT

O promotor de Justiça João Marcos de Paula Alves, que representa a acusação

O promotor de Justiça João Marcos de Paula Alves, que representa a acusação

ANGÉLICA CALLEJAS
DA REDAÇÃO

O Ministério Público Estadual (MPE) apresentou no Tribunal do Júri mensagens que comprovariam que Romero Xavier Mengarde foi o mandante do assassinato da ex-mulher, a empresária Raquel Maziero Cattani, filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL).

 

O caso é julgado nesta quinta-feira (22), em Nova Mutum, e envolve também o irmão de Romero, Rodrigo Xavier Mengarde, réu confesso pelo crime.

 

Quem só ouvir a versão do Romero sai com ele aqui abraçado

Segundo o promotor de Justiça João Marcos de Paula Alves, após quase oito anos sem contato, Romero teria enviado ao irmão, em 4 de julho de 2024, a seguinte mensagem por meio do WhatsApp: “Vamos lá matar minha ex-mulher”. A acusação sustenta que a conversa evidencia a premeditação e a união de vontades entre os dois para a execução do homicídio.

 

Raquel foi assassinada a facadas em sua chácara, localizada no Pontal do Marape, zona rural de Nova Mutum, no dia 18 de julho de 2024.

 

O promotor também citou uma mensagem no dia anterior ao assassinato, em que Romero oferece um “serviço” ao irmão, que, conforme as investigações, tratava-se da morte da ex-esposa.

 

“As investigações demonstram que Romero pagou ao Rodrigo o valor de quatro mil reais para que ele executasse esse serviço”, afirmou o promotor durante a sustentação.

 

O representante do Ministério Público também ressaltou que a versão apresentada por Romero em seu depoimento, se analisada de forma isolada, poderia levar o público a uma conclusão equivocada.

 

Alair Ribeiro/TJ-MT

Irmãos Xavier

Os irmãos Romero e Rodrigo Xavier Mengarde, que estão sendo julgados pelo Tribunal do Júri

“Quem só ouvir a versão do Romero sai com ele aqui abraçado”, disse o promotor.

 

Romero negou ser o mandante do crime e sugeriu que o próprio irmão teria cometido o assassinato por “raiva” dele, sem, contudo, apresentar qualquer explicação plausível para tal motivação.

 

A promotor ainda contestou o álibi apresentado por Romero, apontando que ele teria enviado, antes e durante o assassinato de Raquel, diversas imagens e vídeos no grupo de WhatsApp da família, com o objetivo de simular normalidade e afastar suspeitas sobre sua participação no crime.

 

Por fim,  o Ministério Público anunciou o pedido de condenação de ambos os réus pelo crime de homicídio quadruplamente qualificado e, especificamente em relação a Rodrigo, também pelo furto.

 

Ainda não há uma previsão para a conclusão do julgamento. 

 

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