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19.05.2022 | 14h30 Tamanho do texto A- A+

MPF denuncia ex-secretário, lobista e doleira por tráfico de drogas

Outras 13 pessoas foram denunciadas no processo; órgão ainda pede que eles paguem R$ 139,5 milhões

Montagem/MidiaNews

O ex-secretário Nilton Borgato e o lobista Rowles Magalhães: denunciados pelo MPF

O ex-secretário Nilton Borgato e o lobista Rowles Magalhães: denunciados pelo MPF

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o lobista Rowles Magalhães, o ex-secretário de Estado Nilton Borgato e a doleira Nelma Kodama pelo esquema de tráfico internacional de drogas investigado na Operação Descobrimento, deflagrada pela Polícia Federal em abril.

 

O documento foi encaminhado à 2ª Vara Federal Criminal de Salvador (BA) no último dia 11 de maio. 

 

Além de Rowles, Borgato e Nelma, a ação do MPF acusa outras 13 pessoas.

 

A investigação teve início após a apreensão de drogas na fuselagem de um jatinho em Salvador no ano passado.

 

A denúncia contém mais 170 páginas e detalha o esquema de tráfico de drogas, que tem entre seus supostos líderes Rowles Magalhães, denunciado pelos crimes de tráfico de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

 

Reprodução

NELMA KODAMA

O lobista Rowles Magalhães e Nelma Kodama, que tem romance, segundo a PF

O MPF ainda pediu a perda dos bens e valores indicados como produto e proveito dos crimes estimados em R$ 14 milhões pelo tráfico internacional de drogas; R$ 53,2 milhões por organização criminosa; R$ 870 mil por evasão de divisas e R$ 1,6 milhão por lavagem de dinheiro. E requereu, ainda, a condenação por danos morais coletivos no mesmo valor.

 

Assim, Rowles poderá ser condenado a perda de bens estimados em R$ 69,7 milhões e ao pagamento aos dofres públicos de valor idêntico a título de danos morais. 

 

O órgão ainda pediu a perda de crédito no valor de R$ 300 mil da empresa AR Alves Com. e Serviços e Móveis, montante esse que pertenceria ao lobista.

  

No documento, o MPF apontou que tem “interesse e a necessidade” de manter os acusados presos.

 

Estão detidos em decorrência da operação: Rowles Magalhães, Ricardo Agostinho, Nelma Kodama, Nilton Borgato, Cláudio Rocha Júnior, Marcelo Mendonça , o Gordo, Marcelo Lucena da Silva, Marcos Paulo Barbosa Lopes, o Papito e Fernando de Souza Honorato.

 

Veja as acusações contra cada um dos envolvidos:

 

Rowles Magalhães - tráfico internacional de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas

 

Nilton Borgato - tráfico internacional de drogas e organização criminosa 

 

Nelma Kodama - tráfico internacional de drogas e organização criminosa 

 

Ricardo Agostinho - tráfico internacional de drogas, organização criminosa

 

Claudio Rocha Junior - tráfico internacional de drogas, organização criminosa

 

Marcelo Mendonca de Lemos - tráfico internacional de drogas, organização criminosa

 

Marcelo Lucena da Silva - tráfico internacional de drogas, organização criminosa, evasão de divisas e lavagem de dinheiro

 

Marcos Paulo Lopes Barbosa - tráfico internacional de drogas, organização criminosa

 

Fernando de Souza Honorato - tráfico internacional de drogas, organização criminosa

 

Edson Carvalho Sales dos Santos - tráfico internacional de drogas e evasão de divisas

 

Dilson Borges dos Santos - tráfico internacional de drogas

 

Richard Rodrigues Consentino - tráfico internacional de drogas

 

Cicero Guilherme Conceição Desiderio - tráfico internacional de drogas

 

Mansur Mohamed Ben-Barka Heredia - tráfico internacional de drogas

 

Joelma de Moraes Gomes Girotto - lavagem de dinheiro) 

 

Lincoln Felix dos Santos - tráfico internacional de drogas)

 

Na denúncia, o órgão ainda pediu a perda de bens e valores da suposta quadrilha e a condenação por danos morais, no montante de R$ 139,5 milhões. 

 

Entenda

 

A investigação começou em fevereiro de 2021, no dia em que a PF da Bahia encontrou mais de meia tonelada de cocaína num jatinho executivo de luxo, que pertence à empresa portuguesa de táxi aéreo Omni.

 

O jato tinha saído de Cascais, em Portugal, duas semanas antes da apreensão. Pousou em Salvador e, no dia seguinte, foi levado para o Aeroporto de Jundiaí, no interior de São Paulo — segundo as investigações, ali o avião foi carregado de cocaína.

 

Ao todo, foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva nos estados da Bahia, São Paulo, Mato Grosso, Rondônia e Pernambuco. Apenas para Mato Grosso, foram expedidas cinco ordens judiciais.

 

Em Portugal, com o acompanhamento de policiais federais, a polícia local cumpriu três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva nas cidades do Porto e Braga. 

 

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