Tem uma fala recente de Mauro Mendes que mereceu muitos comentários. Disse que será disputa voto a voto dentro do União Brasil, partido que é presidente, para as indicações para as eleições majoritárias. O comentário parecia dirigido a Jaime Campos, nas muitas opiniões.
Ou, se o Jaime quer ser candidato a governador, teria que ganhar dentro da convenção partidária. A dedução é que, tendo maioria ali, Mauro caminharia para fazer o partido apoiar Otaviano Pivetta, do Republicanos, à disputa para governador.
Que a maioria ali não apoiaria a intenção de Jaime Campos em ser candidato ao governo pelo União Brasil. Querem que o Jaime se candidate à reeleição ao senado. Ele sabe que é difícil um partido eleger os dois senadores. E o Mauro Mendes, neste momento, se mostra mais forte para essa disputa.
Jaime poderia pedir o apoio da direção nacional do União Brasil para ter sua candidatura a governador mantida aqui. É bastante interessante para um partido ter candidatos a governadores pelo país afora.
Mas a dedução é que Mauro Mendes, ao dizer que a disputa interna seria voto a voto, já deve ter conversado com Brasília sobre isso e confirmar que aqui o partido, em sua maioria, tomaria as decisões. Se for por aí, complica para Jaime Campos a busca pela candidatura ao governo pelo União Brasil.
Ou ele, dentro do prazo legal, deixa este partido e se abriga em outro para buscar a candidatura ao governo. Uma alternativa que faz parte dos muitos comentários sobre o assunto.
A disputa para o governo do estado está se definindo, Wellington Fagundes do PL deve ser um dos nomes da refrega eleitoral deste ano. Tem o apoio da direção nacional, apesar de apoiadores de Pivetta terem tentado trazer o PL para essa candidatura.
A direita política no estado deve ter esses dois nomes na disputa: Pivetta e Wellington. Claro que se fala ainda em Jaime Campos, mas com aquela suposta disputa interna no partido, como dito acima, se não mudar de sigla, vão diminuir as falas, em certos círculos, sobre essa sua candidatura. Que, é a dedução mais aceita, Mauro Mendes e a maioria do União Brasil vão mesmo apoiar o Pivetta.
No União Brasil tem outro dado interessante sobre a próxima eleição. Comenta-se que o partido estaria com dificuldades de encontrar nomes para a disputa a deputado estadual. É que os atuais deputados estaduais do partido, todos com chances de serem reeleitos, acabam amedrontando nomes novos nessa disputa. Sabem que o espaço está complicado com a presença forte para a reeleição de Botelho, Dilmar, Sebastião Rezende e Júlio Campos.
Outro dado do momento é que acabaram as dúvidas sobre a candidatura de Natasha Slhessarenko ao governo do estado. Se falava muito nisso. Mas havia aquele pequena dúvida de que se isso ocorreria ou não.
Agora, em vídeo, ela se manifestou publicamente como candidata ao governo. Sai como candidata do grupo que apoiará Lula à presidência e Carlos Fávaro ao Senado. Mulher, sem machucaduras políticas, pela esquerda, estribada na candidatura à reeleição do Lula, chama a atenção e para muitos poderia até ir para o segundo turno.
Alfredo da Mota Menezes é analista político.
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