Cuiabá, Terça-Feira, 27 de Janeiro de 2026
ESQUEMA NA CÂMARA
27.01.2026 | 08h58 Tamanho do texto A- A+

Empresário esportivo é alvo de operação que afastou vereador

João Nery Chiroli é dono da Chiroli Uniformes; operação afastou o vereador Chico 2000 (PL)

Montagem/MidiaNews

O vereador Chico 2000 ao lado do empresário João Nery Chiroli (no detalhe)

O vereador Chico 2000 ao lado do empresário João Nery Chiroli (no detalhe)

THAIZA ASSUNÇÃO E JONAS DA SILVA
DA REDAÇÃO

O empresário João Nery Chiroli, da Chiroli Uniformes, também é um dos alvos da Operação Gorjeta, que afastou o vereador Chico 2000 (PL) do cargo, na manhã desta terça-feira (27). 

 

A operação apura um esquema de desvio de emendas parlamentares tendo como vítima o município de Cuiabá, especialmente a Câmara Municipal e a Secretaria Municipal de Esportes.

 

O MidiaNews apurou que Alex Jones Silva, presidente do Instituto Brasil Central (Ibrace), no bairro Morada do Ouro, também foi alvo de busca e apreensão. 

 

De acordo com a Polícia Civil, o grupo teria se associado para direcionar emendas parlamentares ao instituto e a a empresa, sendo que parte dos recursos era posteriormente “devolvida” ao vereador Chico 2000, responsável pela destinação das emendas.

 

Ao todo 75 ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá e incluem 12 mandados de busca e apreensão e 12 ordens de acesso a dados armazenados em dispositivos móveis.

 

Também foram determinadas medidas de suspensão do exercício da função pública contra dois servidores da Câmara Municipal de Cuiabá e contra o vereador.

 

Ainda no âmbito da operação, foram fixadas três medidas cautelares diversas da prisão contra seis investigados.Entre elas estão a proibição de manter contato entre si e com testemunhas; a restrição de acesso às dependências da Câmara Municipal de Cuiabá e da Secretaria Municipal de Esportes; a proibição de deixar a comarca; além da determinação de entrega dos passaportes.

 

Bens, valores e suspensão de atividades

 

Como parte da decisão judicial, o Poder Executivo e o Poder Legislativo de Cuiabá estão proibidos de contratar ou nomear quaisquer dos investigados na operação.

 

Também foi determinado o bloqueio inicial de R$ 676.042,32 (seiscentos e setenta e seis mil, quarenta e dois reais e trinta e dois centavos) das contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de sete veículos, uma motocicleta, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis.

 

Entre as ordens judiciais está ainda a suspensão das atividades do instituto investigado, bem como a realização de auditorias pela Controladoria-Geral do Município em todos os termos de parceria firmados entre o órgão e a Prefeitura de Cuiabá.

 

O município também fica proibido de realizar qualquer tipo de contratação ou pagamento de valores às duas empresas investigadas.

 

Leia mais: 

 

Alvo da Polícia, Chico 2000 já foi afastado acusado de receber propina

 

Operação mira desvio de emendas e afasta vereador de Cuiabá

 

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