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29.01.2026 | 15h40 Tamanho do texto A- A+

Herdeiros da TVCA são alvos de operação em MS por suposto golpe

Eles foram alvos de operação que investiga crimes de associação criminosa e estelionato

Reprodução

A Polícia apreendeu 10 veículos entre os bens no mandado de busca da Operação Castelo de Cartas

A Polícia apreendeu 10 veículos entre os bens no mandado de busca da Operação Castelo de Cartas

JONAS DA SILVA
DA REDAÇÃO

Herdeiros do Grupo Zahran, proprietário da TV Centro América (TVCA), que retransmite a Rede Globo, os irmãos Camillo e Gabriel Gandi Zahran foram alvos da segunda fase da Operação Castelo de Cartas, deflagrada pela Polícia Civil na quarta-feira (28). Eles são acusados de usar o nome da família para praticar golpes de estelionato.

 

Uma divisão da Polícia Civil de São José do Rio Preto (SP) cumpriu mandados em endereços deles em Campo Grande (MS) e no interior de São Paulo e recolheram bens e dinheiro. Os irmãos são filhos do ex-deputado federal Gandi Jamil de Mato Grosso do Sul e netos de Ueze Zahran, fundador do grupo.

 

A polícia apreendeu na residência onde mora Gabriel R$ 250 mil em espécie e confiscou 10 veículos de luxo, 7 relógios Rolex, 1 Cartier e R$ 1,5 milhão em notas promissórias. Já Camillo está com mandado de prisão aberto e é considerado foragido pela polícia.

Reprodução/Campo Grande News

Gabriel e Camillo Gandi Zahran Georges

 Os irmãos Camillo (esquerda) e Gabriel Gandi Zahran Georges

 

Os irmãos já têm histórico de processos judiciais. Gabriel respondeu por homicídio culposo em 2021 e fez acordo para se livrar. Camillo é alvo de ação de cobrança de R$ 5,3 milhões por investimentos que não foram realizados.  

 

O delegado responsável pela investigação, Fernando Tedde, disse ao portal Campo Grande News que os irmãos são investigados por vender investimentos “de fachada”.

 

Eles utilizavam o nome da família para induzir empresários a investir em negócios e empresas inexistentes. Como forma de atrair as vítimas, os irmãos prometiam retorno alto nos investimentos.

 

Outras apreensões

 

Os policiais também apreenderam joias, dois Iphones, cartões bancários, máquinas de cartão e documentos, segundo o portal. A Polícia encontrou e apreendeu ainda quatro armas municiadas, três revólveres e uma pistola nos endereços das buscas.

 

Gabriel foi ouvido pelo delegado em uma delegacia especializada de atendimento comunitário em Campo Grande por cerca de 3 horas.

 

A segunda fase da Operação Castelo de Cartas investiga crimes de associação criminosa e estelionato. As investigações começaram em abril de 2025 e as vítimas com prejuízos milionários estão espalhadas por diferentes cidades, em Mato Grosso do Sul e fora do Estado, de acordo com o portal.

 

Grupo Zahran e irmãos

 

O advogado dos irmãos, Márcio de Ávila Martins Filho, disse que a investigação está sob sigilo e que não poderia comentar o caso.

 

O Grupo Zahran negou em nota qualquer vínculo dos irmãos com o conglomerado empresarial. E afirmou que “as pessoas mencionadas na reportagem nunca possuíram qualquer tipo de vínculo com as empresas”.

 

“Eles são membros da família, mas não prestam serviços, não exercem funções administrativas e não participam da gestão de nenhuma das empresas, que operam de forma independente, com governança própria e em conformidade com a legislação vigente”, consta na nota.  

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Mario Filho Rondon  29.01.26 17h28
Infelizmente isso pode acontecer em qualquer familia do Brasil e do Mundo. Sempre alguns membros pidem ter desvios de condutas como esses netos do Dr Ueze Zahran, que foi grande e competente empresarios, mais esses dois herdeiros do Grupo,sairam fora da curva.
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