Postagem - William Sidney
O ex-servidor da Prefeitura de Cuiabá William Sidney Araújo de Moraes, que foi alvo da Operação Fake News nesta semana, usava sua conta no Facebook para atacar o governador Mauro Mendes (DEM).
William teve a casa vasculhada por agentes da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) na manhã de terça-feira (14).
Ele é acusado de divulgar fake news contra adversários do prefeito Emanuel Pinheiro. As investigações apontam que entre as vítimas estão o próprio governador, o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, e a primeira-dama Virgínia Mendes.
Nas redes, William se posiciona como um dos apoiadores do prefeito. Em diversas publicações ele ataca a gestão Mendes. Em uma delas, datada de 30 de outubro, William chama o democrata de “desgraçado” e questiona a ida da comitiva do governador à Conferência do Clima, na Escócia, relacionando-a com a "fila dos ossos" em Cuiabá.
"Enquanto o povo sofre sem comida ou um pedaço de carne na sua casa ou na sua panela. Governador Mauro desgraçado tá viajando com seu grupo político fora do País. Com nosso dinheiro a onde veem fazendo cobrança de taxação em cima do povo pobre. 2022 tá chegando lembra disso (sic)", escreveu.
Em outra publicação, esta do dia 26 de novembro, data em que Emanuel voltou ao cargo após 47 dias afastado, William utiliza imagens do governador aparentemente irritado e provoca: “Chupa essa mandata, mentiroso”.
Já em março deste ano, ele faz duras críticas à primeira-dama Virginia Mendes e ao programa do Governo do Estado “Ser Família Emergência”, que concede R$ 150 a cada dois meses a famílias de Mato Grosso em vulnerabilidade social.
"Triste a senhora como uma mãe falar isso (sic). Quem vive com 150 reais por mês. Me poupe", disse o ex-servidor.
William também utiliza a sua conta no Facebook para fazer pesquisas informais de intenção de voto para candidaturas ao Governo no próximo ano. “Se as eleições fossem hoje, em quem você votaria para governador de Mato Grosso”, pergunta dando as opções de Mendes, o prefeito Emanuel Pinheiro e o senador Wellington Fagundes (PL).
E em seguida, as postagens eram disparadas para diversos grupos da rede social.
William atuava na Diretoria Técnica de Atenção Secundária da Saúde e recebia uma remuneração bruta de R$ 3.261,51. Sua exoneração ocorreu em outubro.
Operação Fake News
William, o ex-servidor da Prefeitura Luiz Augusto Vieira Silva, o Guto, e o empresário Marco Polo Pinheiro, o Popó, irmão de Emanuel, são acusados de realizar ataques ofensivos e propalar fakes news através das redes sociais.
A Polícia Civil apontou ainda que os alvos têm divulgado há pelo menos um ano, de modo reiterado, falsas notícias e conteúdo de caráter criminoso contra empresários, servidores e agentes públicos de Mato Grosso.
Além de falsas notícias que atingem as figuras públicas já citadas, também eram vítimas vereadores municipais e empresários, detetives particulares, o delegado-geral da Polícia Civil Mário Dermeval e outros delegados.
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