O deputado federal Coronel Assis (União), vice-líder da oposição na Câmara, criticou a participação do presidente Lula (PT) no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, no Rio de Janeiro, e cobrou uma reação da Justiça Eleitoral.

Lula foi homenageado pela escola durante desfile realizado neste domingo (15). O parlamentar apontou como “gravíssimo” o fato da homenagem ter sido feita em pleno ano eleitoral, o que, em sua avaliação, configura “antecipação de campanha”.
“Foi um desfile de mentiras e horrores, que demonstrou, além de um péssimo gosto estético, a verdadeira face da esquerda brasileira. Essa antecipação de campanha não pode permanecer impune. Dinheiro público sendo destinado para esse tipo de propaganda do governo lembra muito regimes comunistas, como na Coreia do Norte”, disse o parlamentar.
Para Assis, não se tratou de uma manifestação cultural espontânea.
“Não foi apenas um desfile. Foi um evento televisionado, com samba, citando número de partido, com ataques a adversários políticos e com uma narrativa claramente favorável ao atual presidente. Tudo isso fora do período eleitoral e não foi algo espontâneo”, afirmou.
“Se isso não é promoção pessoal com uso da máquina pública, o que é? Se cantar número de partido em evento financiado pelo Estado não é propaganda antecipada, o que mais caracteriza propaganda antecipada?”, questionou.
Políticos da ala bolsonarista tem se mostrado revoltados com a apresentação principalmente pelo teor satírico e por alegorias consideradas ofensivas. A comissão de frente apresentou um palhaço fazendo o “sinal de arminha”, gesto associado a Jair Bolsonaro (PL), interpretado por opositores como ridicularização do ex-presidente.
Já um dos carros alegóricos retratou fiéis evangélicos dentro de latas de conserva, o que foi apontado como ofensa à liberdade religiosa e ataque à base conservadora.
“A crítica política faz parte da democracia, mas o escárnio e a falta de respeito à fé das pessoas ultrapassam qualquer limite razoável. No Brasil de hoje, a régua parece mudar conforme o nome que está no palco”, disse Assis.
O parlamentar também comparou o episódio à inelegibilidade do ex-presidente, declarada após reunião com embaixadores durante o mandato.
“O Brasil não é para amadores. Bolsonaro está inelegível por conta de uma reunião com embaixadores, enquanto Lula samba em um evento financiado com dinheiro público para ser exaltado em rede nacional. Mas como é Lula, dizem que é só carnaval”, disse.
"Espetáculo tenebroso"
Além disso, críticos alegam que o desfile teria servido como propaganda política financiada indiretamente, o que intensificou a polarização nas redes sociais após a decisão do TSE (Tribunal Spuerior Eleitoral) de manter a apresentação.
Ao defender a ideia de oposição ao presidente, Assis citou reportagens que apontariam articulação da primeira-dama da Repúblicam Janja, para viabilizar a aproximação entre Governo Federal e a escola de samba Acadêmicos de Niterói, responsável pelo desfile.
“Estamos falando de agente público, de estrutura de poder e de recursos públicos envolvidos no auge da apresentação. Lula não ficou só assistindo de longe, ele desceu ao meio da avenida, caminhou entre as alas e foi celebrado como personagem central de um espetáculo realmente tenebroso”, disse.
“No Brasil de hoje a régua muda conforme o nome que está no palco. Realmente uma grande vergonha. Acorda Brasil”.
Veja vídeo:
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