A deputada estadual Janaina Riva (MDB) cobrou o governador Mauro Mendes (União) para que reconheça a dívida acumulada com os servidores públicos estaduais e apresente uma proposta de Revisão Geral Anual (RGA) superior aos 4,26% enviados inicialmente à Assembleia Legislativa.

Na avaliação dela, há uma dívida acumulada ao longo dos últimos anos, especialmente durante a atual gestão.
“Só na gestão do governador Mauro Mendes são 3,5% fora os dois anos de pandemia. Agora tem uma lei federal que ampara também o pagamento dos benefícios que não foram concedidos. Então, poderia também fazer esse pagamento”, disse ela.
“Isso é importante para o futuro, já que a gestão do atual governo acaba agora, caso o governador renuncie em abril. Então, eles querem que haja um reconhecimento da dívida com o servidor que está com o salário defasado. Isso é dignidade para o servidor, dignidade para quem está trabalhando”, acrescentou.
A declaração ocorreu nesta quarta-feira (21), em meio às articulações entre o Palácio Paiaguás e deputados da base governista para tentar construir um novo percentual antes da sessão extraordinária que deve votar o projeto.
Janaina disse, ainda, que qualquer proposta precisará ser debatida com os sindicatos que representam os servidores estaduais. Os sindicalistas cobram que a RGA seja fixada em 19% para garantir, além da reposição da inflação do último ano, a recomposição das perdas acumuladas entre 2017 e 2025.
“Agora é claro que, chegando a essa proposta, vamos ter que conversar com os presidentes de sindicatos, até porque ninguém está pedindo esmola aqui. É devido ao servidor 19,52% já que não foram pagos”, afirmou.
Ela explicou que a postura da Assembleia tem seguido as orientações das entidades sindicais justamente para evitar questionamentos jurídicos futuros. Segundo a deputada, o cenário político mudou a partir do momento em que o projeto chegou oficialmente à Assembleia.
“Hoje, temos 12 votos. Então ou vem uma proposta que os sindicatos aceitem e o que tenho ouvido muito dos sindicatos é o seguinte: não basta ter uma proposta de um percentual, tem que ter o reconhecimento da dívida”, disse.
Veja vídeo:
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