O governador Mauro Mendes (União) classificou como “absurdo” a soltura de criminosos reincidentes no país e afirmou que a legislação brasileira é “frouxa”, o que acaba enfraquecendo o trabalho das Forças de Segurança.

Mendes citou como exemplo o caso do advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, acusado de atropelar e matar a idosa Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, de 71 anos, na Avenida da FEB, em Várzea Grande, como exemplo das falhas do sistema penal.
Paulo Roberto já foi condenado por matar a amante decapitada em Juscimeira e um delegado no Rio de Janeiro a tiros.
“Matou duas vezes e estava solto", escreveu em um vídeo publicado no Instagram.
"Olha que absurdo! Há poucos dias nós tivemos um caso de um elemento que já tinha matado um delegado, tinha matado uma mulher e matou uma mulher em um acidente de trânsito, totalmente premeditado”, afirmou o governador no vídeo.
"Existe um problema que só o Congresso pode resolver: endurecer as leis frouxas que soltam quem já provou que não pode viver em sociedade", acrescentou na legenda do vídeo.
Paulo Roberto conduzia uma Fiat Toro quando atropelou a vítima, arremessando o corpo para a pista contrária, onde ela foi atropelada novamente e teve o corpo partido ao meio. Ele fugiu do local, mas foi interceptado por um policial à paisana que presenciou o acidente.
Para Mendes, a reincidência criminal evidencia a dificuldade do Estado em manter criminosos perigosos afastados do convívio social.
“É lamentável que isso ainda continue acontecendo no país e isso dificulta muito a atuação das Forças de Segurança no combate aos criminosos aqui e em todo o Brasil”, disse.
O governador ressaltou que a segurança é uma das áreas de maior preocupação da gestão e apontou os investimentos feitos pelo Governo de Mato Grosso na pasta nos últimos anos.
Segundo ele, o Estado realizou o maior investimento da sua história no setor, com aquisição de tecnologia de ponta, construção de presídios e contratação de mais de 3.500 novos policiais civis e militares, bombeiros e técnicos.
No entanto, o governador argumentou que nem todo investimento é capaz de diminuir a criminalidade no Estado e no país quando a legislação não colabora.
Ele voltou a criticar a legislação penal brasileira e a forma como ela é aplicada.
“O que eu lamento profundamente é que a lei brasileira é frouxa. Você acaba de prender um bandido, daí há um dia, dois dias, ele está solto porque a lei assim permite, o judiciário interpreta essa lei e coloca esse cara na rua. Já teve cidadão aqui, criminoso, que nós prendemos cinco, seis vezes no ano”, afirmou.
"Prender não adianta se a lei devolve o criminoso pra rua. Condenar não adianta se a pena vira quase nada. A mudança real não é só policial. É na lei. É em Brasília".
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