O deputado federal José Medeiros (PL) afirmou que adversários políticos estariam atuando para afastar o ex-presidente Jair Bolsonaro do processo eleitoral e chegou a dizer que há um desejo de vê-lo morto “fisicamente e eleitoralmente”.

A declaração foi feita ao Medeiros ser questionado sobre sua avaliação da situação de Bolsonaro na prisão.
“A situação com o Bolsonaro está a seguinte: eles querem de toda forma que ele fique fora do processo eleitoral, não só como candidato, mas também como apoiador”, afirmou à imprensa.
“O que a gente percebe, por tudo que está acontecendo, pela falta de socorro, pela falta de qualquer sentimento humanitário é que eles, não estou falando que estão matando o Bolsonaro, mas eles querem que ele morra, tanto fisicamente como eleitoralmente”, acrescentou.
Bolsonaro estava preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde cumpre a pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Na tarde desta quinta-feira (15) o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência do ex-presidente da superintendência para o 19º Batalhão da Polícia Militar - PMDF, conhecido como Papudinha.
Segundo o parlamentar, o tratamento dispensado a Bolsonaro após um episódio de saúde ocorrido enquanto estava sob custódia da Polícia Federal, quando o ex-presidente caiu e sofreu ferimento na cabeça, reforçaria essa leitura.
Ao ser questionado sobre quem seriam os opositores que estariam desejando a morte de Bolsonaro, Medeiros ampliou o alvo das críticas e citou autoridades e jornalistas.
“A turma toda, esse consórcio que está aí. Alexandre de Moraes… se eu for nominar aqui é muita gente, essa galera que não gosta dele, tem uma boa parte que quer que ele seja limpado aí”, afirmou, em referência a decisões do ministro do STF.
Medeiros também mencionou manifestações nas redes sociais e artigos de opinião como exemplos do clima político em torno do ex-presidente.
“Tanto é que já saiu nas redes sociais várias pessoas, vários jornalistas de renome dizendo: ‘Por que quero que Bolsonaro morra’. O [Ricardo] Noblat e tantos outros. Isso se repercute”, disse.
“E o ministro Alexandre, principalmente pelas suas atitudes. Onde já se viu uma pessoa ter um traumatismo craniano e ser proibido de obter socorro?”, questionou.
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