A presidente do PT em Mato Grosso, Rosa Neide, afirmou que o partido está tendo “muito cuidado” na montagem da chapa para deputado federal nas eleições deste ano para evitar a repetição do cenário de 2022, quando teve a maior votação da disputa, mas ficou fora da Câmara por causa do desempenho fraco de outros nomes da legenda.

Pré-candidata novamente à Câmara Federal, ela disse que o foco agora é garantir uma composição equilibrada, sem candidatos com pouco alcance de votos.
“No federal, a gente está cuidando desses nomes. A dificuldade é chegar nesse quociente eleitoral de forma tranquila. Por isso, estamos discutindo com o grupo no sentido de não ter candidatos com número muito restrito de votos, que acabam prejudicando a chapa como um todo”, afirmou em entrevista ao MidiaNews.
Em 2022 Rosa Neide conseguiu 124,6 mil votos nas urnas, sendo a mais votada daquele pleito, mas outros nomes da chapa não chegaram nem perto do desempenho da petista.
Para se ter uma ideia, o segundo mais votado da chapa foi o ex-juiz federal Julier Sebastião (PT), que teve apenas 7.726 votos na época.
Segundo Rosa Neide, o PT está fazendo cálculos detalhados sobre o quociente eleitoral e analisando os números junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para entender o cenário real da disputa.
Ela lembrou que, apesar de Mato Grosso ter direito legal à ampliação de bancadas, isso não ocorreu, e a próxima eleição manterá o mesmo número de cadeiras de 2022, o que exige ainda mais estratégia na definição das chapas.
“A gente está com muito cuidado agora. A presidência nacional do partido vem discutindo praticamente todas as semanas com a gente a orientação da chapa, a estruturação, para que realmente tenha essa legítima representatividade”, disse.
Erro
Rosa Neide também fez críticas ao atual modelo de contagem de votos e distribuição de cadeiras, ao afirmar que o sistema não garante, necessariamente, que os candidatos mais votados ocupem as vagas. Segundo ela, a forma como o quociente eleitoral é aplicado acaba distorcendo a representatividade prevista na Constituição.
O quociente eleitoral é obtido a partir da divisão do total de votos válidos pelo número de cadeiras em disputa. A partir desse número, os partidos precisam alcançar esse patamar mínimo de votos para eleger seus candidatos, o que faz com que não baste ter apenas um candidato muito votado: é necessário que a soma dos votos de toda a legenda ou federação seja suficiente para garantir as vagas.
“Eu acho que o Brasil, na sua Constituição, diz que quem ocupa a cadeira deve ser o representante direto da sua região ou do seu Estado. Então, representatividade é voto. Acho que a lei peca nesse sentido”.
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