A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) divulgou a base de cálculo para o IPVA de 2026, revelando os valores venais que servirão de referência para o imposto. No topo da pirâmide da frota estadual, proprietários de veículos de luxo, como Ferraris e Lamborghinis, terão que desembolsar valores que superam o preço de muitos carros populares e até de SUVs médios zero quilômetro.
O "campeão" de tributação no Estado é uma Ferrari 812 GTS, ano 2021. Com um valor venal avaliado pelo fisco em R$ 5,95 milhões, o proprietário do veículo terá que pagar exatos R$ 178.710,93 de IPVA. O valor é reflexo da alíquota de 3% aplicada sobre veículos de passeio no Estado.
Logo atrás, o segundo lugar também pertence a mesma marca, a Ferrari F8 Spider, ano 2022, possui valor de mercado estimado em R$ 4,03 milhões, o que gera um boleto de imposto de R$ 120,9 mil.
Já em terceiro lugar, outra Ferrari: a F8 Tributo (2021), com valor venal de R$ 3,88 milhões e imposto de R$ 116,5 mil.
A hegemonia da Ferrari é quebrada apenas na quarta posição pela Lamborghini Huracán EVO CP (2022). O modelo da marca do touro está avaliado em R$ 3,83 milhões, resultando em um IPVA de R$ 114,9 mil.
Fechando o "Top 5", aparece o único modelo de fabricação 2024 entre os líderes: o Porsche 911 GT3 RS. Com valor venal de R$ 3,38 milhões, seu proprietário deverá recolher R$ 101,4 mil aos cofres públicos.
Impacto na arrecadação
Embora representem uma parcela ínfima da frota de Mato Grosso, esses veículos de altíssimo luxo geram uma arrecadação significativa para o Estado e para os municípios onde estão emplacados, já que 50% do valor do IPVA é destinado à prefeitura da cidade de registro do veículo.
A tabela oficial da Sefaz-MT para 2026 traz modelos de diversas marcas de luxo como Aston Martin e Audi, cujos valores venais também superam a casa de R$ 1 milhão.
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1 Comentário(s).
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| Ricardo 18.01.26 16h52 | ||||
| Qual a justificativa de se cobrar uma alíquota de 3% sobre um veículo seja ele de alto ou baixo valor? Isso representa nada mais nada menos que uma espécie de extorsão legal do estado. Não há uma retribuição estatal em serviços que justifique o IPVA. | ||||
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