O presidente estadual do PL, Ananias Filho, diz que a cúpula da sigla começará a estreitar a relação e unificar já na pré-campanha as ações e agendas políticas dos pré-candidatos ao Governo, senador Wellington Fagundes, e ao Senado, o deputado federal José Medeiros. As agendas são separadas atualmente.

O partido já percebeu a máxima na política e em ano de eleição de que precisa andar unido na campanha, sob pena de perdas. E o planejamento, diz, é eleger a trinca: Flávio Bolsonaro presidente, Wellington governador e Medeiros senador. Por isso a necessidade da união.
“Nós vamos fazer várias reuniões internas, principalmente reunião com o Medeiros e com o Wellington, para que a gente converse melhor, acerte melhor as coisas”, afirmou Ananias ao MidiaNews nesta quarta-feira (18).
“A agenda vai ser unificada, na hora certa. A campanha vai ser o Wellington e o Medeiros. Não tem como fazer campanhas distintas”, esclareceu o liberal. “Na pré-campanha vamos sentar. Se possível, na pré-campanha fazer a ação unificada dos pré-candidatos”.
Em outra frente internamente, ele diz que serão aparadas arestas entre líderes partidários. É porque algumas lideranças, como o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, e a prefeita Flávia Moretti agem como dissidentes.
Eles ainda não manifestaram claramente ter vestido a camisa do senador, com “simpatia” por adversários do pré-candidato do partido, como o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), pré-candidato do grupo do governador Mauro Mendes (União Brasil).
Sobre os prefeitos que ainda não são incisivos em apoiar o senador Wellington, Ananias foi claro: “Olha, todos serão chamados para conversar”, resumiu. "Nós não vamos sair do nosso planejamento".
O dirigente argumenta que a partir do mês que vem todos os líderes do PL vão intensificar o planejamento e organização da campanha, e criar uma estrutura para a disputa do eleitorado.
Pré-campanha e filiações
O mês de março de cada ano das eleições costuma ser o divisor da definição dos concorrentes nas disputas eleitorais. "A janela partidária, ela tem um marco muito importante para as eleições. A partir de abril tem que estar todo mundo junto, no ganha-ganha", reforçou Ananias. "Na mesma toada, na mesma sintonia", chama a atenção.
Entre 4 de março e 4 de abril há a chamada janela partidária, período em que deputados estaduais e deputados federais podem mudar de sigla sem a perda de mandato, de acordo com a legislação eleitoral.
Os partidos e federações precisam formar chapas proporcionais competitivas para a eleição deste ano – deputado estadual com 25 nomes e deputado federal com 9 candidatos. E essa época é quando começam a se fomatar as chapas.
A janela já dará um desenho prévio dos concorrentes. O período eleitoral também coincide com o momento em que os partidos iniciam a chamada pré-campanha, com movimento forte de filiações e montagem de equipes de suporte para a disputa, como apoiadores estratégicos, coordenações, definição de equipe de comunicação e marketing.
Geralmente a pré-campanha se estende até às convenções partidárias, que serão de 20 de julho a 5 de agosto.
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